COORDENADORES: Carlos Fortuna e José Reis
À semelhança do que sucede com as anteriores
linhas temáticas, o CES tem hoje um património de
conhecimento adquirido por anos de investigação em
torno das mais recentes questões e dinâmicas culturais.
Tendo em conta que, no século XXI, a cultura irá constituir,
sem sombra de dúvida, um dos mais importantes recursos sociais,
é hoje reconhecido o papel determinante que a avaliação
destas dinâmicas e dos seus impactos (na sua dimensão
micro ou macro) tem nas tomadas de decisão para a modernização
das sociedades.
Na sociedade portuguesa, como de resto também na generalidade
da Europa, as questões relativas à emergência
de uma renovada cultura urbana, ou às formas de resistência
e afirmação das expressões culturais localizadas,
ou, ainda, a pertinência cultural dos diferentes modos de
deslocalização, têm conduzido ao reconhecimento
da necessidade de uma avaliação, tão rigorosa
como atempada, dos vários parâmetros socioculturais
que condicionam os modos de organização da vida social.
Atenta às novas necessidades de avaliação da
relação da cultura com a sociedade, esta área
temática desdobra-se em três linhas de investigação
principais:
1. Culturas urbanas: (i) agentes,
processos e impactos do crescimento e modernização
das cidades; (ii) condições de governação
e sustentabilidade cultural das cidades; (iii) mercados de bens,
serviços e equipamentos culturais; (iv) os processos de patrimonialização
e etnicização das paisagens urbanas; (v) a informação
e o binómio participação/exclusão da
vida colectiva; (vi) a disputa e a politização das
espacialidades das cidades; (vii) identidades, modos de representação
e recursos da cidade em contextos de competitividade inter-cidades.
2. Culturas locais: (i) identidades
territorializadas; (ii) persistência de culturas materiais
da pré-modernidade; (iii) culturas de proximidade e de aglomeração;
(iv) mercadorização dos objectos culturais das comunidades
locais; (v) institucionalização dos agentes culturais;
(vi) políticas de capacitação e de incentivo
à participação; (vii) pluralismo cultural;
(viii) reinvenção dos saberes locais; (ix) inovação
e mudança cultural.
3. Culturas diaspóricas: (i)
emigração e identidades; (ii) situações
culturais "de fronteira"; (iii) multiculturalismo; (iv)
hibridação cultural; (v) inter-etnicidades; (vi) linguagens
relocalizadas: discursos e identidades em contexto de emigração;
(vii) mercado cultural da diáspora.
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