https://ces.uc.pt/summerwinterschools/?lang=1&id=14661

Apresentação

 

A 4ª EDIÇÃO DA ESCOLA DE VERÃO "EPISTEMOLOGIAS DO SUL" IRÁ DECORRER ENTRE 21 E 29 DE JUNHO, 2018 NA CURIA (PORTUGAL). PARA INFORMAÇÕES SOBRE ESTA ESCOLA CLIQUE AQUI.

Imagem da Escola de Verão 2016

 

A TERCEIRA EDIÇÃO DA ESCOLA DE VERÃO INTERNACIONAL “EPISTEMOLOGIAS DO SUL” É UM ESPAÇO COLETIVO DESENHADO PARA CONHECER, EXPERIMENTAR, DISCUTIR E AMPLIAR AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL. 

 

São parte desta escola Boaventura de Sousa Santos, autor da proposta epistemológica que dá nome ao curso, investigadoras e investigadores do projeto Alice, bem como convidados e convidadas que dialogam com os temas e perspetivas em discussão. Entre os últimos, encontra-se o conhecido filósofo, pensador político e músico Lewis Gordon, a quem se juntam outros/as artistas e ativistas para desafiar e ampliar a nossa forma de pensar e sentir o mundo. À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, espera-se um grupo de participantes com origens diversas em termos de geografia, experiências e saberes.

Como tem afirmado Boaventura, vivemos numa época em que a agressividade do capitalismo neoliberal global tem sido especialmente evidente, um momento de polarização crescente entre o mundo do medo sem esperança e o mundo da esperança sem medo. Pelo mundo, é evidente o confronto com toda uma sorte de violências e indignidades resultantes da pobreza extrema; do desemprego; de desastres ambientais e da extração predadora de recursos; da violência em nome da raça, do género, da orientação sexual ou da deficiência; dos fundamentalismos religiosos, da imposição de estados de exceção, das políticas anti-imigração, etc. Ao mesmo tempo, grupos sociais cada vez mais restritos acumulam poder económico, social e político. Se a polarização vem de longe, é hoje mais evidente [A incerteza entre o medo e a esperança].

Na primeira década do presente milénio, o Sul global foi um espaço de esperança. Nos últimos tempos, em muitos lugares, as lutas ofensivas com vista ao aprofundamento da democracia, à ampliação dos direitos e da participação, deram lugar a lutas defensivas, que pretendem evitar a perda dos direitos conquistados. Os problemas modernos (liberdade, igualdade, fraternidade) estão cada vez mais longe de se resolverem pelas soluções modernas (revolução e reformismo). O Norte global está numa encruzilhada, sem soluções para os problemas do mundo, sem soluções para os seus próprios problemas. Precisamos de outra ética, outra política e muita imaginação epistemológica para enfrentar estes desafios.

Neste cenário, as Epistemologias do Sul surgem para colocar em discussão a centralidade hegemónica do projeto moderno de matriz eurocêntrica e apostar na aplicação de uma perspetiva radical que promova justiça cognitiva e justiça social. A partir do diálogo Sul-Sul e Sul-Norte, denunciam a dominação epistemológica colonial que conduz sistematicamente à supressão de saberes inconsistentes com o cânone científico definido pela modernidade ocidental e promovem a valorização de conhecimentos nascidos nas lutas sociais contra a opressão e a discriminação causadas pelo capitalismo, pelo colonialismo e pelo patriarcado e no estabelecimento de relações horizontais e de enriquecimento mútuo entre os vários saberes.

 

São quatro as premissas em que assentam as Epistemologias do Sul:

1. a compreensão do mundo excede em muito a compreensão ocidental do mundo;

2. não faltam alternativas no mundo, o que falta é um pensamento alternativo de alternativas: muita da diversidade do mundo é desperdiçada, porque as teorias e conceitos desenvolvidos no Norte global e usados em todo o mundo académico não identificam grande parte dessa diversidade;

3. a diversidade do mundo é infinita e nenhuma teoria geral a pode captar;

4. a alternativa a uma teoria geral é construída em quatro passos: sociologia das ausências, sociologia das emergências, ecologia de saberes, tradução intercultural. 

 

 

 

 

O que distingue esta Escola de Verão

   

 

   

 

 

O imaginário epistemológico presente nesta Escola de Verão extravasa o registo científico convencional. A escola será um laboratório social ativo onde cabem ciência, arte, experiências de luta social, corpos e emoções.

 

Entendemos o curso como espaço de convívio, bem-estar, partilha de saberes heterogéneos e aprendizagens mútuas entre todos/as. Reconhecemos a centralidade da produção de conhecimento para lá das paredes da academia e procuramos que a produção artística desafie a imaginação política.

Académicos, artistas, outros profissionais, estudantes e ativistas partilharão aulas, oficinas de ciência e lutas sociais, oficinas de arte, momentos de convívio e lazer, conversas, espaços de reflexão, visitas de estudo e tempos planeados pelos participantes. Propomos diversidade e diálogo intercultural. Por um lado, reconhecemos as extraordinárias diferenças que compõem o mundo e, por outro, estamos convictos de que as experiências de luta partilhadas permitem a constituição de um Sul diverso mas unido e com potencial de resistência contra o colonialismo, o capitalismo e o patriarcado.

Mesmo reconhecendo as dificuldades operacionais da diversidade linguística, a Escola de Verão recusa a hegemonia da língua única e as exclusões que promove, estando aberta à participação dos/as falantes de português ou espanhol ou inglês. A tradução será parcialmente assegurada por tradutores/as profissionais. Nos momentos em que tal não seja possível, irá apelar-se à responsabilidade partilhada dos participantes que possam ajudar na tradução. Os/as professores/as estarão disponíveis para colaborar.

A Curia, na região centro de Portugal, com o parque natural como paisagem, é um cenário perfeito para uma semana simultaneamente intensa e tranquila de aprendizagens e enriquecimentos mútuos. 

 

Objetivos

 

A partir das Epistemologias do Sul, este curso procura ir além do conhecimento moderno eurocêntrico ou, na linguagem das Epistemologias do Sul, do pensamento abissal. O pensamento abissal é uma metáfora de Boaventura de Sousa Santos sobre a  hegemonia do pensamento moderno.

 

I.

O pensamento Abissal e pós-abissal 

Uma linha imaginária divide o mundo entre o universo “deste lado da linha” e o universo “do outro lado da linha”, impedindo a co-presença. O outro lado, mais do que irrelevante, é produzido como não existente. A superação do pensamento abissal passa pela transformação de ausências em emergências, pela ecologia de saberes, pela tradução intercultural. Estes instrumentos epistemológicos serão traves mestras desta Escola de Verão e, no final, devem ser amplamente compreendidos por todos e todas.

II.

Conhecimento transformador

A partilha global de experiências, conhecimentos e projetos de transformação social ampliará criticamente as discussões e as perspetivas num espirito de enriquecimento coletivo. O objetivo é que todas/os, formadores e formandos, saiam transformadas/os e enriquecidas/os. Incentivaremos a construção de um coletivo que não se dilua ao final dos dez dias de duração da Escola, mas se prolongue no espaço e no tempo, dando continuidade aos seus objetivos.

III.

Cartografia emancipatória das lutas sociais

Gerada no desafio da ecologia de saberes, a Escola tem no horizonte a construção de uma cartografia mais emancipatória, onde caibam línguas, histórias, saberes, opções, resistências e lutas excluídas das narrativas oficiais ou classificadas como inferiores e irrelevantes.

 

O DESAFIO É AMPLO: APRENDER A SONHAR COLETIVAMENTE E A EXPLORAR A ALQUIMIA INQUIETANTE DA ARTE, DA CIÊNCIA, DA LUTA COM VISTA À CRIAÇÃO DE PROJETOS DE DEMOCRATIZAÇÃO DA JUSTIÇA COGNITIVA E SOCIAL

 

 

 

Candidatos/as

 

CANDIDATURAS ENCERRADAS

As candidaturas estão abertas a todos/as que estejam disponíveis a participar num espaço desafiante de aprendizagens mútuas com o horizonte da descolonização do pensamento e da luta contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado. Espera-se a constituição de um grupo heterogéneo, composto por académicos de áreas diversas, artistas e outros profissionais, estudantes e ativistas, com origem em diversas partes do mundo. Valoriza-se o envolvimento dos participantes com movimentos sociais ou outras formas de ativismo ou luta social.

 

 

 

 


Candidatura, inscrição e propina

CANDIDATURAS ENCERRADAS

I. CANDIDATURA


As candidaturas ao curso podem ser feitas entre os dias 18 de outubro de 2016 e o dia 1 de fevereiro de 2017.

Todos/as os interessados/as em participar na Escola de Verão devem preencher o formulário abaixo, anexando uma breve carta de apresentação e motivação e um curriculum vitae resumido.

IMPORTANTE:

1. A carta apresentação e motivação pode ser escrita em inglês, português ou espanhol e não deve exceder as 700 palavras. Esta carta deve mencionar o percurso do/a candidato como estudante, académico, artista, ativista e/ou outra experiência considerada relevante, bem como a motivação desta candidatura;

2. O CV não deve ultrapassar as 2 páginas;

3. Os/as candidatos/as receberão uma confirmação de que a candidatura foi recebida.

4. O curso está limitado a 40 participantes. Os/as candidatos/as serão notificados da aceitação ou não aceitação até ao dia 15 de março.

 

II. CANDIDATURA À BOLSA

Serão atribuídas 4 bolsas de estudo, que cobrem a participação integral no curso (taxa de inscrição, alojamento, alimentação e transporte de Coimbra para a Curia e o regresso).

Os/as candidatos/as a bolsa de estudo devem, no momento da candidatura ao curso, selecionar a opção "Candidatura à Bolsa" no formulário. Neste caso, ao CV resumido (até duas páginas) e à carta de apresentação (até 700 palavras), devem anexar uma carta de justificação da candidatura à bolsa, que não deve ter mais do que 500 palavras.
 

FORMULÁRIO CANDIDATURA AO CURSO    

                                  

III. INSCRIÇÃO

Até ao dia 20 de abril, os/as candidatos/as aceites deverão proceder ao pagamento de um depósito no valor de 100€. Este valor, não reembolsável em caso de desistência, será descontado no valor total da propina caso a inscrição seja concluída.


Após o pagamento de depósito, os/as participantes deverão proceder à inscrição dentro dos prazos previstos. Existem vários tipos de inscrições, com diferentes valores de propina.

INSCRIÇÃO NA ESCOLA DE VERÃO:
 

Registo antecipado (até 30 de abril) 
pagamento até 1 de maio
Estudantes: 880€
Geral: 1180€
Registo tardio (até 30 de maio)
pagamento até 1 de junho
Estudantes: 1180€
Geral: 1380 €

Os prazos para pagamento do valor total da propina são o dia 1 de maio (inscrições antecipadas) e  dia 1 de junho (inscrições tardias).

Em caso de desistência, o valor da propina será devolvido se a notificação da desistência acontecer pelo menos 45 dias antes do início do curso. Quando os cancelamentos forem efetuados após o dia 17 de maio não será possível proceder ao reembolso o valor das propina. Os 100 euros de depósito em nenhuma situação poderão ser devolvidos.

A notificação de aceitação será acompanhada de informação que orientará o/ participante nos seguintes procedimentos: depósito, inscrição e pagamento da propina.

Os/as participantes podem solicitar à organização documentos necessários para a viagem ou obtenção de fundos, nomeadamente cartas-convite. Note-se que a comissão organizadora não ficará responsável pela obtenção de vistos ou fundos de apoio.

Para qualquer questão relacionada com estes assuntos, por favor contacte a comissão organizadora: alicesummerschool@ces.uc.pt.
 


A PROPINA INCLUI A PARTICIPAÇÃO NOS SEMINÁRIOS; ALOJAMENTO EM QUARTO PARTILHADO NO HOTEL DAS TERMAS DA CURIA;  PEQUENOS-ALMOÇOS, ALMOÇOS E JANTARES DURANTE O CURSO; LANCHES; MATERIAIS DE LEITURA;  O TRANSPORTE IDA E VOLTA COIMBRA - CURIA.
ATENÇÃO, A PROPINA NÃO INCLUI A VIAGEM INICIAL ATÉ COIMBRA.

 

 

Coordenadores/as das oficinas

 

 

Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos é professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Distinguished Legal Scholar na Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar na Universidade de Warwick. É o Diretor Científico do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça. Dirige o projeto ALICE – Espelhos Estranhos, Lições Imprevistas. Publicou largamente sobre os processos de globalização, o direito e a justiça, o Estado, epistemologia, democracia e direitos humanos, em português, espanhol, inglês, italiano, francês e alemão. Entre as suas publicações recentes mais relevantes em português encontram-se: Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos (Cortez Editora, 2013); Epistemologias do Sul , (Cortez, 2012);Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social (Boitempo, 2007); A gramática do tempo. Para uma nova cultura política (Afrontamento, Cortez, 2006); Fórum Social Mundial: Manual de Uso (Cortez, Afrontamento, 2005); A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência (Afrontamento, Cortez, 2000). > saber mais

 
Bruno Sena Martins

Bruno Sena Martins é Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES). Actualmente, desempenha no CES as funções de Vice-presidente Conselho Científico e de Co-coordenador e docente no Programa de extensão académica "O Ces vai à Escola." É ainda Co-coordenador executivo do Programa de Doutoramento "Human Rights in Contemporary Societies." É docente no Programa de Doutoramento "Pós-colonialismos e cidadania global." Entre 2013 e 2016, foi Co-coordenador do Núcleo "Democracia, Cidadania e Direito" (DECIDe). É Licenciado em antropologia e doutorado em sociologia. Os seus temas de interesse preferenciais são o corpo, a deficiência, os direitos humanos e o colonialismo. No âmbito da sua pesquisa realizou trabalho de campo em Portugal, na Índia e em Moçambique, mantendo ainda estreitas ligações com a academia Brasileira. Realizou dois filmes documentais de divulgação científica. Em 2006, foi galardoado com Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de Língua Oficial Portuguesa. Em 2007, esteve como Research Fellow no Centre for Disability Studies (CDS), na School of Sociology and Social Policy da Universidade de Leeds. Desde 2012, integra a equipa do projecto Alice, dirigido por Boaventura de Sousa Santos.saber mais

 
Flávio Almada
Flávio Almada, mais conhecido pelo seu nome artístico Lbc Soldjah, é um MC/Rapper e ativista político cabo-verdiano, licenciado em Tradução e Escrita Criativa, mestrando em Estudos Internacionais e membro da Direção da Associação Cultural Moinho da Juventude. Começou a escrever poesia/versos com catorze anos e tem utilizado o hip-hop como ferramenta para a consciencialização e emancipação. Tem dois mixtapes publicados (Soldadu 3 Mundu – Lágrimaz di Sangui/ Soldadu 3 Mundu – V2d – Destinadu a vensi) e múltiplas colaborações com artistas nacionais e internacionais. Reside no Bairro da Cova da Moura e faz parte de vários grupos de artistas e ativistas sociais, incluindo “Nóz Ki Nási Ómi Ki Ta Móri Ómi” e “Plataforma Gueto”.
 
Jakilson Pereira 
Licenciado em Educação Social pela Escola Superior de Santarém/Instituto Politécnico de Santarém e mestrando em Educação e Sociedade no ISCTE, possui formação complementar diversa nas áreas da cidadania, intervenção comunitária, educação, juventude, diversidade e imigração. Formador certificado pelo IEFP, Certificado de Competências Pedagógicas – CCP (Antigo CAP de Formador). Tem-se dedicado como investigador às temáticas da educação, organização escolar, escola, comunidade, relação escola-família, envolvimento parental, juventude negra, desenvolvimento artístico e cultural, imigração, minorias étnicas e herança cultural. Foi bolseiro de investigação da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, no âmbito da atividade de investigação “Relação dos fatores maternos durante a gravidez e do padrão de crescimento durante o 1º ano de vida com o estado nutricional de adolescentes de origem portuguesa e africana”, Unidade 283 - Centro Investigação em Antropologia e Saúde (julho, 2010 a dezembro, 2010). Coordenador do Projeto Pequenas Bibliotecas Públicas (Projeto Fundação Calouste Gulbenkian) na Associação Cultural Moinho da Juventude (1 de março, 2012 a 30 de março, 2013).
Atualmente é membro da Direção da Associação Cultural Moinho da Juventude e faz parte do quadro técnico da resposta social CAFAP (Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental). Coordenador do Projeto “Lisboa do outro lado do espelho” financiado pela Agência Viva - Agencia Nacional para a Cultura Cientifica, lança o programa “Inclusão pela Ciência” designado por Integra, na Associação Cultural Moinho da Juventude (1 de outubro, 2016 a 30 de setembro, 2017).
Jakilson Pereira, ou Hezbó MC como é conhecido no mundo do Hip Hop, MC/ Rapper e ativista, editou mixtapes ou fonogramas: “Entri Lagrimaz I Rimaz” (2008), “5 Séculos de indignação” (2012) do coletivo Plataforma Gueto e Luta para Chegar à Liberdade “Fight pá Txiga Freedom” (2014).
 
Jane Gordon
Jane Gordon é professora associada de Ciência Política. Especialista em teoria política, com enfase em teoria política moderna e contemporânea, pensamento político africano, teorias da escravidão, teorias políticas da educação, metodologias nas ciências sociais e teoria política no cinema e na literatura. O seu primeiro livro, Why They Couldn’t Wait: A Critique of the Black-Jewish Conflict over Community Control in Ocean Hill-Brownsville (RoutledgeFalmer 2001), foi listado pelo Gotham Gazette como um dos quatro melhores livros recentes sobre direitos civis. Co-editora, com Lewis R. Gordon, de The Companion to African American Studies (Blackwell Publishers, 2006), o livro NetLibrary do mês em fevereiro de 2007 e Not Only the Master’s Tools: African-American Studies in Theory and Practice (Paradigm Publishers, 2006). É também co-autora de Of Divine Warning: Reading Disaster in the Modern Age (Paradigm Publishers, 2009)) e autora de Creolizing Political Theory: Reading Rousseau through Fanon (Fordham UP, 2014). Escreveu capítulos para várias antologias sobre pensamento político e estudos africanos, e seus artigos têm aparecido em revistas como C.L.R. James Journal; differences; Journal of Asian and African Studies; Journal of Contemporary Thought; Journal of French and Francophone Philosophy; Journal of Political Theology; Performance Research; Philosophical Studies in Education; Review of Education, Pedagogy, and Cultural Studies; e SOULS. O seu mais recente ensaio, enfoque do seu próximo projeto de livro, "Theorizing Contemporary Practices of Enslavement: A Portrait of the Old and New", ganhou o American Political Science Association 2012 Foundations in Political Theory Best Paper Prize. Foi Presidente da Associação Filosófica do Caribe de 2013-201
 
João Santos
João Santos é ator e professor de teatro e expressão dramática para crianças e jovens na companhia de teatro O Teatrão, em Coimbra. É licenciado em Gestão, pela Faculdade de Economia de Universidade de Coimbra, e mestre em Gestão e Estudos da Cultura, pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, tendo o seu trabalho de pesquisa abordado as áreas do teatro em espaço público, enquanto diálogo com a silhueta urbana e comunidade(s) que participa(m) no seu quotidiano, e do trabalho em rede desenvolvido por artistas, não apenas enquanto estratégia para a circulação de programação mas como tentativa de ordenamento de um território, mediante a conciliação dos recursos culturais tangíveis e intangíveis por ele distribuídos. Como ator d’O Teatrão, destaca os espetáculos Terrenos Baldios (2015), dirigido por Joana Mattei, Três Irmãs (Making Of) (2015), a partir de Tchekhov, com direção de Marco Antonio Rodrigues, e Conta-me Como É (2014), de Jorge Palinhos, Sandra Pinheiro e Pedro Marques, dirigido por Jorge Louraço Figueira. Paralelamente, em contexto de formação, trabalhou com Patrick Murys, Marcelo Evelin («Comunidade Artística Emergente #1», Festival Materiais Diversos, 2016), Antonio Mercado («Playing Shakespeare», 2014-2015), Marina Nabais («Contacto e Improvisação», 2012 e 2013), Rachel Chavkin («Devising with a Democracy», 2011), entre outros. Fez assistência de encenação a Isabel Craveiro nos espetáculos “Os Avôs” de Rory Mullarkey (2012), “Home Sweet Home” (2013) e “Punk Rock”, de Simon Stephens  (2016).
 
João Arriscado Nunes

João Arriscado Nunes é Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, co-coordenador do Programa de Doutoramento "Governação, Conhecimento e Inovação" e Investigador do CES. Foi Pesquisador Visitante na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas dos estudos de ciência e de tecnologia (em particular, da investigação biomédica, ciências da vida e da saúde pública, da relação entre ciência e outros modos de conhecimento), da sociologia política (democracia, cidadania e participação pública, nomeadamente em domínios como ambiente e saúde) e teoria social e cultural (com ênfase no debate sobre as "duas culturas"). Mais recentemente, coordenou os projectos de investigação "Avaliação do estado do conhecimento público sobre saúde e informação médica em Portugal", no âmbito do Programa Harvard Medical School - Portugal e "BIOSENSE". Coordenou e participou em vários projectos nacionais e internacionais. Co-organizador dos livros Enteados de Galileu: A Semiperiferia no Sistema Mundial da Ciência (Porto: Afrontamento, 2001); Reinventing Democracy: Grassroots Movements in Portugal (London: Frank Cass, 2005) e Objectos Impuros: Experiências em Estudos Sobre a Ciência (Porto: Afrontamento, 2008) e autor de publicações diversas. > saber mais

 
José Manuel Mendes

José Manuel Mendes é Professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador no Centro de Estudos Sociais. A sua investigação tem-se centrado nas áreas das desigualdades, da mobilidade social, dos movimento sociais e da ação coletiva. Mais recentemente, o seu principal foco de trabalho incide sobre as questões do risco e da vulnerabilidade social. É co-coordenador do Observatório do Risco (OSIRIS) e do Centro de Trauma, ambos criados no âmbito do CES. Entre as suas publicações mais recentes, destacam-se Os lugares (im) possíveis da cidadania. Estado e risco num mundo globalizado (co-organizado com Pedro Araújo, Almedina, 2013) e Do ressentimento ao reconhecimento: vozes, identidades e processos políticos nos Açores (1974- 1996) (Afrontamento, 2003). > saber mais

 
Lewis R. Gordon

Lewis R. Gordon é um filósofo Afro-Judeu, um pensador político, um educador e um músico. Nasceu na Jamaica e cresceu no Bronx, Nova Iorque, onde frequentou a Evander Child’s High School. Tocou jazz em clubes de Nova Iorque. Licenciou-se pelo Lehman College em filosofia e ciência política. É professor de filosofia na UCONN-Storrs e está ligado aos estudos judaicos, caribenhos e latinos, asiáticos e americano-asiáticos. Na área da filosofia, desenvolve investigação nas áreas da Africana philosophy, filosofia da existência, fenomenologia, filosofia social e política, filosofia da cultura, estética, filosofia da educação e filosofia da ciência. Para além das teorias da transformação da social, da descolonização e da libertação, aborda os problemas das preocupações políticas normativas para além da justiça. Enquanto intelectual público, Gordon tem escrito para uma variedade de fóruns políticos, jornais e revistas. Continua a fazer música: jazz com Matthew K. Holmes na área de Hartford, Blues witout Borders (um coletivo da UCONN), e, com seu filho Elijah Gordon, ThreeGenerations (uma banda de rock alternativo). O seu primeiro EP “Now!” está disponível em sites de música no mundo inteiro. > saber mais

 
Margarida Sousa

@ Carlos Gomes

Margarida Sousa nasce em 1976 em Ourém. Licencia-se em Comunicação Organizacional pela Escola Superior de Educação de Coimbra em 2002. Em 2000 termina o Curso Livre de Interpretação orientado por Antonio Mercado. Mais tarde ingressa e termina a licenciatura em Teatro e Educação pela Escola Superior de Educação de Coimbra (2006). De entre a atividade formativa em teatro destaca o Seminário “O Teatro em Contextos Especiais”, com Dragan Klaic, em 2002, o workshop com Valentyn Teplyakov -  “Fundamentos do sistema de Stanislavski”, em 2005, e Workshop “Teatro do Gesto”, com Norman Taylor, em 2010. A sua actividade profissional na área do teatro inicia em 2005, na companhia O Teatrão, onde assume funções na Direção, onde trabalha como atriz, na área de produção, e enquanto pedagoga no Projeto Classes de Teatro. Como atriz, trabalhou com os criadores Antonio Mercado, António Fonseca, Corrina Manara, Dagoberto Feliz, João Mota, Nuno Pino Custódio, Marco António Rodrigues, Ricardo Correia, Jorge Louraço Figueira, Patrick Murys, entre outros. Como pedagoga tem desenvolvido vários projetos educativos na área do teatro destinados a todos os públicos, destacando-se a co-orientação em dois Projetos Panos (2013 e 2014), numa colaboração do Teatrão com a Culturgest e, em 2016, a participação no projeto teatral “Detráspráfrente”, desenvolvido com seniores.
 
Maria Paula Meneses

Maria Paula Meneses é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É também membro do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança, em Moçambique. De entre os temas de investigação com que trabalha atualmente assumem destaque os debates pós-coloniais; o pluralismo jurídico com especial ênfase para as relações entre o Estado e as "autoridades tradicionais" no contexto africano; e o papel da história oficial, da memória e das "outras" histórias no resgate de um sentido mais amplo de pertença no campo dos processos identitários contemporâneos, especialmente no contexto geopolítico africano.
Maria Paula Meneses tem lecionado em várias universidades, entre as quais estão a Universidade de Sevilha (Espanha); a SOAS (Reino Unido); a Universidade de Bayreuth (Alemanha); e a Universidade Federal Fluminense (Brasil).
Das suas obras publicadas destacam-se: O Direito por fora do Direito: as instâncias extra-judiciais de resolução de conflitos em Luanda (Co-organizado com Júlio Lopes, Almedina, 2012); Epistemologias do Sul (co-organizado com Boaventura de Sousa Santos, Cortez, 2012); Law and Justice in a Multicultural Society: The Case of Mozambique (co-organizado com Boaventura de Sousa Santos e João Carlos Trindade, CODESRIA, 2006). > saber mais

 
Mick Mengucci
Músico, performer e engenheiro de multimédia. Italiano a residir em Lisboa desde 1998, combina habilitações científicas e académicas com a música, a poesia e a arte. Trabalha como animador e cantor em várias bandas e coordena projetos artísticos que aliam a spokenword à interação multimédia. Com um doutoramento em  processamento de imagem digital pelo IST, a sua investigação tem-se centrado na área da interação digital para o desenvolvimento de sistemas e instalações interativas para eventos, performances e dispositivos SSD (sensory substitution devices). Dinamiza workshops em escolas em torno da poetry slam, das artes digitais e da musicalidade em colaboração com outros profissionais e artistas através do Lab.I.O. – Laboratório de Interação e Oralidade. Organiza  eventos de Poetry Slam desde 2010.  Slammer por paixão e declamador de textos, tem emprestado a voz para dobragens e ocasionalmente trabalha como ator. Tem colaborado com músicos de origens e influências diversas > saber mais
 
Raquel Lima
Raquel Lima nasceu em 1983 (Lisboa). Licenciada em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, trabalha no Centro de Estudos Comparatistas da mesma faculdade. Colaborou em diversas estruturas artísticas enquanto gestora cultural, na área da dança contemporânea, teatro, música, literatura, arquitectura, performance, cinema e artes visuais. Em 2011 fundou a Associação Cultural Pantalassa para a mobilidade artística no espaço lusófono. Escreve poesia para ser dita, tendo participado  em vários eventos nacionais e internacionais dedicados à palavra e ao spokenword, em Itália, França, Polónia, Reino Unido, Bélgica, Brasil, Estónia, Espanha, Holanda, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suiça. Publicou os seus poemas em fanzines, antologias poéticas e colectâneas de literatura experimental, como as Edições Côdeas, o 3,2,1,SLAM!, Fazedores de Letras, Poetas do Povo, a fanzine feminista PPKDanada e antologia Crazy Tartu. Enquanto organizadora de eventos e formadora de workshops de Poesia, realiza o Poetry Slam Sul em Almada; apoiou o lançamento do Poetry Slam em Aveiro, Cascais e Sines; dinamizou o Slam São Tomé, no âmbito da residência artística ‘Portugal Contemporâneo com São Tomé e Príncipe’; colaborou no projecto ‘Palavra Dita e Feita‘ em Lisboa e no Porto; organizou o 1º Poetry Slam Lusófono no âmbito da IV Bienal de Culturas Lusófonas; dinamizou o Workshop ‘Poesia e Género’ em Tartu (Estónia) e actualmente faz a Coordenação Geral do PortugalSLAM – Plataforma e Festival Internacional de Poesia e Performance. > saber mais 
 
Renan Inquérito

Brasileiro, mestre em Geografia pela Unicamp e doutorando pela Unesp. Iniciou sua trajetória como docente em assentamentos rurais, depois deu aulas para o ensino fundamental, médio, cursinho e faculdade. Artisticamente atua no movimento hip-hop desde 1997, quando fundou o grupo de rap Inquérito, com o qual gravou 5 discos ao longo da carreira.
Com três livros de poesias publicados seu trabalho mistura arte e educação pelo viés do hip-hop e da literatura. Na dissertação de mestrado “Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto”, (Unicamp, 2012), contou a história das regionalidades brasileiras através do rap. Assinou o roteiro da Ópera Rap Global em parceria com o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, com quem também realiza pesquisas e prepara um livro.

 
Sara Araújo

Sara Araújo é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e membro do Núcleo de Estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito. Faz parte da equipa de coordenação do Projeto ALICE, bem como do coletivo que coordena a Universidade Popular dos Movimentos Sociais na Europa. Residiu em Moçambique durante sete anos ao longo dos quais desenvolveu investigação sobre a justiça e o Estado heterogéneo. Doutorou-se em "Direito, Justiça e Cidadania no século XXI" da Universidade de Coimbra com uma tese sobre pluralismo jurídico e a descolonização do direito. Em 2007, foi distinguida com o Prémio Agostinho da Silva, atribuído pela Academia de Ciências de Lisboa. Fez parte do Observatório Permanente da Justiça e do Centro de Formação Jurídica e Judiciária de Moçambique. Os seus interesses de investigação incluem pluralismo jurídico, constitucionalismo transformador, cartografias jurídicas, direitos humanos e interculturalidade, educação popular, ecologia de saberes e de justiças. > saber mais

 
Tainá Paiva Godinho

Tainá Marajoara, é uma mulher de 32 anos, miúda em seu pouco mais de 1,50, vem do povo originário aruã-marajoara. Fundadora do Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá e coordenadora do projeto CATA - Cultura Alimentar Tradicional Amazônica , Tainá vem desenvolvendo argumentações que distinguem conceitualmente gastronomia e cultura alimentar, tecendo um discurso raro e politizado no cenário da cultura brasileira e sacudindo os especialistas em alimentação ao colocar seus estudos no espaço público e fazer da cultura alimentar uma ferramenta democrática para o alcance de direitos no Brasil e salvaguarda do planeta. Sua argumentação mobilizou povos indígenas,povos e comunidades tradicionais e embasou o reconhecimento da comida como cultura no Brasil, em 2013, durante a Conferência Nacional de Cultura, o que ainda resultou na formação de um Colegiado Setorial de Cultura Alimentar no Ministério da Cultura. Ela luta “pelo direito de sermos floresta”, levantando-se contra mídias, ruralistas e demais lobbystas do agrohidrobionegócio anunciando a violação de direitos, genocídio e a lavagem verde de dinheiro na Amazônia, tirando a paz dos burocratas e tirando de pauta projetos de lei "greenwashing" defendidos por chefs estrelados patrocinados pela indústria de alimentos e latifundiários. Sua enérgica incidência política ressignificou também a comida saudável, pois para ela "terra grilada não produz alimento saudável" e a luta pela cultura alimentar é uma luta pela vida. 

 
Teresa Cunha

Teresa Cunha nasceu no Huambo em Angola e vive em Coimbra, Portugal. Doutorada em Sociologia pela Universidade de Coimbra. Realiza um projecto pós-doutoral sob o título: Women InPower Women. Democracy, dignity and good-living in Mozambique, South Africa and Brazil. É investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É Professora na Escola Superior de Educação de Coimbra, Formadora Sénior dos Centros Europeus de Juventude do Conselho da Europa e presidente da ONGD 'Acção para a Justiça e Paz'. Estudou teologia, filosofia, ciências da educação e sociologia. Os seus interesses de investigação são feminismos e pós-colonialismos no Índico; mulheres transição pós-bélica, seguranças e memórias; economias feministas; direitos humanos. Publicou os seguintes livros: Ensaios pela Democracia. Justiça, dignidade e bem-viver; Elas no Sul e no Norte; Vozes das Mulheres de Timor; Timor-Leste: Crónica da Observação da Coragem; Feto Timor Nain Hitu - Sete Mulheres de Timor; Andar Por Outros Caminhos; Raízes da ParticipAcção, para além de artigos em revistas científicas e capítulos de livros em vários países e línguas. > saber mais

 

Datas importantes

 

I.

Prazo de candidaturas:

18 de outubro de 2016 a 1 de fevereiro de 2017

 

II.

Notificação de aceitação ou não aceitação de candidatura: 

até 15 de março de 2017

 

III.

Data limite para a inscrição antecipada:

30 de abril de 2017
pagamento de propina até 1 de maio 2017

 

IV.

Data limite de inscrição tardia:

30 de maio de 2017
pagamento de propina até 1 de junho de 2017

 

V.

Data limite de pagamento de caução:
(valor a descontar na propina)

20 de abril de 2017

 

 

 

Local da Escola de Verão

CHEGAR


A Escola de Verão irá decorrer no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, localizado na Curia, região centro de Portugal, a cerca de 2 horas de Lisboa, 1 hora do Porto, 45 minutos de Aveiro e 30 minutos de Coimbra. A organização da Escola de Verão assegura transporte de Coimbra, cidade onde está instalado o Centro de Estudos Sociais, para a Curia.
Para chegar a Coimbra, pode viajar para os aeroportos de Lisboa ou do Porto através de diversas companhias aéreas. Pode também viajar de comboio a partir de Espanha.
O ponto de encontro será o Centro de Estudos Sociais, em Coimbra, no dia 22 de junho de 2016, pelas 11.00h.

A partir de Lisboa ou do Porto, pode chegar a Coimbra de carro ou de comboio.

A. Para obter informações sobre como chegar de carro, siga as ligações:

  • De Lisboa - 202 km - Veja as indicações aqui
  • Do Porto - 125 km - Veja indicações aqui.


B. Pode viajar comodamente de comboio, seguindo as orientações:

  • Do Aeroporto de Lisboa:

Deve dirigir-se à ESTAÇÃO DO ORIENTE para apanhar um comboio para Coimbra. Para chegar à Estação do Oriente, tem duas alternativas fáceis:

a) Táxi - O trajeto de táxi dura aproximadamente de 10 minutos e tem um custo de cerca de 10€.

b) Metro - Deve apanhar a linha vermelha e sair em "Oriente" (terceira paragem). O metro funciona entre as 6h30 e a 1h00m e os comboios circulam regularmente em intervalos de 7 a 10 minutos. O bilhete de metro, com o carregamento de uma viagem, custa 1,90€. Veja aqui o diagrama do metro de Lisboa.
No Oriente, apanhe um comboio até Coimbra-B  (o mais rápido é o Alfa-Pendular, 1h35m, 22,80€; seguido pelo Intercidades, 2h00m, 19,20€).

Veja Comboios de Portugal - CP

 

  • Do Aeroporto do Porto:

O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, fica a 11 km de distância da cidade. Um táxi do aeroporto até à estação de comboios  é dispendioso (20€-25€, com 20% de sobretaxa à noite e ao fim de semana). A maneira mais fácil e menos onerosa de chegar à estação será de metro. As direções para o Metro estão assinaladas em todo o aeroporto, basta seguir as setas e apanhar a Linha E (Violeta) do aeroporto para a estação de comboios de Campanhã. O metro parte a cada 20 minutos desde a manhã até depois da meia-noite e demora 32 minutos. O bilhete custa 2,20€ – um bilhete Z4 (zona quatro). Veja aqui informações sobre o metro do Porto.

Apanhe um comboio para Coimbra-B. Três tipos de serviços de comboios estão disponíveis na Estação de Campanhã: o Alfa Pendular (serviço mais rápido), o Intercidades e os comboios regionais. Os comboios Alfa demoram cerca de uma hora a chegar a Coimbra (16,70€). O Intercidades leva alguns minutos mais (13,20€).

Veja Comboios de Portugal - CP 


PASSEIOS PELA REGIÃO


A CURIA

A Curia situa-se no coração da Bairrada, uma região conhecida pelos vinhos ricos e aromáticos e pela gastronomia. Nesta zona, é possível visitar algumas das caves mais famosas do país e provar os seus vinhos e espumantes. A região proporciona a combinação entre um cenário tranquilo e bucólico e os palácios e palacetes de estilo Arte Nova, Belle Époque.

Parque Termal da Curia

O Parque Termal da Curia, aberto todo o ano, disponibiliza tratamentos de saúde e um conjunto de possibilidades aos que desejam tirar partido das águas termais em programas de spa, anti-stress e emagrecimento e aos que procuram simplesmente repousar. Na extensão do parque, encontram-se esplanadas, lagos, pontes e, sobretudo, muita frescura e sossego, garantindo aos visitantes um encontro com a natureza.

Museu do Vinho da Bairrada

Inaugurado a 27 de setembro de 2003, o Museu do Vinho da Bairrada comporta, para além da exposição permanente - Percursos do Vinho, exposições temporárias de arte contemporânea. O espólio em exposição é maioritariamente datado do último quartel do século XIX e da primeira metade do século XX. Recorrendo a novas tecnologias e aos mais modernos meios audiovisuais, este espaço museológico é local de acolhimento de diversas manifestações artísticas e culturais.

Associação Rota da Bairrada

A Associação Rota da Bairrada é um projeto público-privado que conta com 32 associados, entre os quais as oito Câmaras Municipais que compõem o território Bairrada (Anadia, Cantanhede, Oliveira do Bairro, Mealhada, Vagos, Águeda, Aveiro e Coimbra), instituições como o Museu do Vinho ou a Região de Turismo do Centro e a Comissão Vitivinícola; agentes da oferta turística, como Hotéis e restaurantes da região; e produtores de Vinho, como Luís Pato, Adega Campolargo, Adega Cooperativa de Cantanhede, Casa do Canto, Quinta do Ortigão, Quinta da Mata Fidalga, Aliança Vinhos de Portugal, Quinta de Baixo, Caves do Solar de São Domingos, Caves São João, Quinta do Encontro e Caves Primavera.
Na antiga estação de caminho-de-ferro da Curia, encontra-se o Espaço da Bairrada onde os visitabtes podem apreciar o edifício e a exposiçao permanente, bem como aceder a informação sobre as caves, as adegas, a gastronomia, a natureza, o património, a cultura e as atividades vínicas da região. É também possível comprar produtos da Bairrada, como vinhos ou artesanato. 

Aliança Underground Museum

O Aliança Underground Museum é um espaço de exposições que localizado nas caves da Aliança Vinhos de Portugal. O Espaço dispõe de oito coleções que incidem sobre arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria, cerâmica e estanharia, abrangendo uma impressionante extensão temporal de milhões de anos.

Turismo Centro de PortugalTurismo de Coimbra

A região Centro, pela sua grande diversidade de paisagens culturais e ambientais, praias cristalinas, majestosas montanhas e rios, vilas medievais e uma vida noturna vibrante, oferece ampla gama de possibilidades aos seus visitantes.  


HOTEL DAS TERMAS


A Escola de Verão terá lugar no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, localizado na Curia, região centro de Portugal, a cerca de 2 horas de Lisboa, 1 hora de Porto e 30 minutos de Coimbra. O hotel proporciona acesso ao Parque Termal da Curia e ao Campo de Golf da Curia. Está equipada com spa, banho turco, sauna, piscina de água quente, jacuzzi, piscina exterior e ginásio.

SPA

   

 


 

Centro de Estudos Sociais (CES)

O projeto ALICE desenvolve-se no Centro de Estudos Sociais (CES) – Laboratório Associado da Universidade de Coimbra, Portugal.



O Centro de Estudos Sociais foi criado na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra quatro anos depois do 25 de Abril de 1974, data da Revolução dos Cravos, e é, desde então, dirigido por Boaventura de Sousa Santos. À data da sua criação, era claro que Portugal devia conhecer-se melhor e conhecer a Europa, com quem vivia um momento de aproximação. Mas não podia ficar por aí. Tendo sido o povo Europeu com mais contactos extraeuropeus, Portugal estava numa posição privilegiada para servir como porta de vaivém entre a Europa e o mundo não europeu. Desde o início, alguns investigadores centraram-se no estudo da sociedade portuguesa, outros no espaço europeu e outros voltaram-se para os contextos latino-americano e africano. O contexto asiático surgiu no final da década de 1990.

O CES é, hoje, uma instituição científica vocacionada para a investigação e formação avançada na área das ciências sociais e humanas. Conta com um conjunto alargado de pessoas que desenvolvem investigação em diversas áreas. Entre o seu corpo de investigadores, encontram-se sociólogos, economistas, juristas, antropólogos, historiadores, especialistas das áreas da educação, da literatura, da cultura e das relações internacionais, geógrafos, arquitetos, engenheiros e biólogos.

Ao longo dos últimos anos, o CES conheceu uma assinalável expansão da atividade científica. O quadro dos seus investigadores tem aumentado constantemente, multiplicam-se os projetos de investigação, alargam-se as redes de cooperação internacional, crescem as atividades de cooperação com o meio exterior e os seus principais instrumentos de divulgação científica dão sinais de forte vitalidade.

Desde 1997, tem recebido a classificação de Excelente por um júri internacional no âmbito do Processo de Avaliação de Unidades de Investigação do, atual designado, Ministério da Ciência e Educação, vendo assim reconhecido os seus méritos científicos. Em fevereiro de 2002, foi concedido ao CES o estatuto de Laboratório Associado pelo então Ministério da Ciência com base em duas premissas centrais: em primeiro lugar, a capacidade demonstrada de desenvolver investigação inovadora sobre a sociedade portuguesa nas suas diferentes vertentes, bem como sobre as transformações atuais a nível mundial, com destaque para as sociedades semiperiféricas e do Hemisfério Sul, particularmente nos países de língua oficial portuguesa; em segundo lugar, o envolvimento do Centro com questões de interesse público, nomeadamente as políticas públicas e as novas formas de regulação; as relações entre o saber científico e a participação dos cidadãos; e o sistema legal e a reforma da administração da justiça.

A Universidade de Coimbra está situada na região centro de Portugal, na cidade de Coimbra. Com uma história que remonta a finais do século XIII, a UC é a universidade mais antiga de Portugal e uma das mais antigas da Europa. Em 22 de junho de 2013 foi declarada Património Mundial pela UNESCO.

 

Escola de Verão Epistemologias do Sul I

ESCOLA DE VERÃO "APRENDER COM O SUL: CAMINHANDO PARA TRADUÇÕES INTERCULTURAIS"

CURIA, PORTUGAL, 30 DE JUNHO A 8 DE JULHO DE 2014

Esta escola de verão internacional, constituída por um conjunto de seminários conduzidos em inglês, é parte de uma iniciativa política e intelectual mais ampla, o projeto ALICE. O ALICE procura repensar e renovar o conhecimento científico à luz das Epistemologias do Sul propostas por Boaventura de Sousa Santos. O objetivo é desenvolver novos paradigmas teóricos e políticos de transformação social.

Assombra a Europa e o Norte Global, em geral, um sentimento de exaustão intelectual e política que se traduz numa incapacidade de enfrentar, de modo inovador, os desafios da justiça social, ambiental, intergeracional, cultural e histórica que interpelam o mundo nas primeiras décadas do século XXI. Em contraste, o Sul global, na sua imensa diversidade, assume-se hoje como um vasto campo de inovação económica, social, cultural e política. Assenta na aposta de que a transformação social, política e institucional pode beneficiar amplamente das inovações que têm lugar em países e regiões do Sul Global. Trata-se, no entanto, de uma aposta exigente que pressupõe a disponibilidade para o conhecimento recíproco, a compreensão intercultural, a busca de convergências políticas e ideológicas, respeitando a identidade e celebrando a diversidade.

Veja o convite de Boaventura de Sousa Santos:

 

 

ANIMADA PELO MOTE “APRENDER COM O SUL E A PARTIR DO SUL”, ESTA ESCOLA DE VERÃO PROCURA IDENTIFICAR PISTAS SOBRE AS POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA E INSTITUCIONAL A PARTIR DAS INOVAÇÕES QUE TÊM LUGAR EM VÁRIOS CONTEXTOS DO SUL GLOBAL.

Os seminários, coordenados por académicos/as de reconhecimento internacional, cobrem tópicos tão diversos, como

a diversidade democrática do mundo;
as lutas sociais no Sul global em torno da democratização e da libertação colonial e pós-colonial;
os movimentos de refundação do Estado e transformação das constituições a partir de baixo;
as alternativas à acumulação capitalista infinita e à degradação ambiental;
os direitos humanos a partir da perspetiva dos diálogos interculturais e de outras gramáticas da dignidade humana;
a mobilização jurídica transnacional como estratégia de promoção de políticas e de direitos (das mulheres, dos indígenas, dos camponeses, etc.);
as lutas por alternativas ao desenvolvimento.

Este curso é organizado a partir do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal.

 

Entre o corpo docente, encontram-se académicos reconhecidos, com origem na Europa, em África e nas Américas: Boaventura de Sousa Santos, Valentin Mudimbe, Cecilia M. Santos, José Manuel Mendes, César Rodríguez-Garavito, Maria Paula Meneses, Cristiana Bastos, Oscar Guardiola-Rivera, Albie Sachs, Sharit Bowmit.

Veja aqui informação detalhada sobre o corpo docente.

Espera-se que os estudantes disponham de um ambiente calmo e reflexivo, que lhes permita participar em discussões animadas com colegas e professores.

Contacto da organização
alicesummerschool@ces.uc.pt 

 

 

Galeria (Escola de Verão 2016)

Galeria Escola de Verão 2016 

Epistemologias do Sul: Boaventura de Sousa Santos em diálogo com ALICE

 

 

Perguntas frequentes

1. Quem pode participar?

As candidaturas estão abertas a todos/as os/as que estejam disponíveis para participar num espaço desafiante de aprendizagens mútuas com o horizonte da descolonização do pensamento e da luta contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado. Espera-se a constituição de um grupo heterogéneo, composto por académicos/as de áreas diversas, artistas e outros/as profissionais, estudantes e ativistas, com origem em diversas partes do mundo. Valoriza-se o envolvimento dos/as participantes com movimentos sociais ou outras formas de ativismo ou luta social.

2. Quais as línguas de trabalho da Escola de Verão?

Mesmo reconhecendo as dificuldades operacionais da diversidade linguística, a Escola de Verão recusa a hegemonia da língua única e as exclusões que promove, estando aberta à participação dos/as falantes de português ou espanhol ou inglês. A tradução será parcialmente assegurada por tradutores/as profissionais. Nos momentos em que tal não seja possível, irá apelar-se à responsabilidade partilhada dos participantes que possam ajudar na tradução. Os/as professores/as estarão disponíveis para colaborar. 

3. Os/as participantes terão antecipadamente acesso ao material de leitura da Escola de Verão?

Sim. Pelo menos um mês antes do início do curso, os materiais de leitura serão disponibilizados por via eletrónica.

4.Onde e quando terá lugar a Escola de Verão?

A Escola de Verão terá lugar entre os dias 22 de junho e 30 de junho, 2017, no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, localizado em Anadia, a cerca de 30km de Coimbra, Portugal.Na região centro de Portugal, com o parque natural como paisagem, este é um cenário perfeito para uma semana simultaneamente intensa e tranquila de aprendizagens e enriquecimentos mútuos.

Para mais informações, ver Local da Escola de Verão.

5. Onde ficarão alojados os participantes da Escola de Verão?

Os/as participantes ficarão alojados, em quarto partilhado, no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, a cerca de 30km de Coimbra, Portugal. Para mais informações, ver Local da Escola de Verão.

6. Os/as participantes terão acesso a internet durante a Escola de Verão?

Sim, o Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, dispõe de rede sem fios.

7. Os/as participantes da Escola de Verão receberão um certificado de participação?

Sim. Todos/as os/as participantes terão direito a um certificado de participação.

8. Até quando é possível apresentar candidaturas e qual a data limite para pagamento?

As candidaturas decorrem entre 20 de outubro de 2016 e 1 de fevereiro de 2017. Até ao dia 20 de abril de 2017, os/as candidatos/as aceites deverão proceder ao pagamento de um depósito no valor de 100€. Se efetuarem o registo até ao dia 30 de abril de 2016, beneficiam de uma taxa reduzida. A data limite para pagamento é o dia 1 de maio de 2016 (inscrição antecipada) ou 1 de junho (inscrição tardia, com custos acrescidos).
Para mais informações, ver candidatura, inscrição e propina e datas importantes.

9. A propina inclui alojamento?

Sim. A propina/taxa de inscrição inclui a participação em todas as atividades da Escola de Verão; alojamento em quarto partilhado; pequenos-almoços, almoços e jantares; lanches; materiais de leitura e o transporte de Coimbra para a Curia. A propina não inclui a viagem para Coimbra. Veja Candidatura, inscrição e propina.

10. A propina inclui refeições?

Sim. A propina inclui a participação nos seminários; alojamento em quarto partilhado; pequenos-almoços, almoços e jantares nos dias de aulas; lanches; materiais de leitura e o transporte de Coimbra para a Curia. A propina não inclui a viagem para Coimbra. Veja Candidatura, inscrição e propina.

11. Ao efetuarem a inscrição e o pagamento, os/as participantes recebem uma confirmação?

Sim. Quando procedem ao registo, receberão a confirmação com a informação para procederem ao pagamento. Assim que concluírem o pagamento, recebem uma confirmação da transação.

12. Os/as participantes podem solicitar documentação para efeitos de visto ou fundos de apoio?

A comissão organizadora não ficará responsável pela obtenção de vistos ou fundos de apoio. No entanto, está disponível para prestar apoio aos/às participantes. Os/as participantes podem solicitar à organização documentos necessários para a viagem ou obtenção de fundos, nomeadamente cartas e/ou certificados. Para qualquer questão relacionada com estes assuntos, por favor contacte-nos: alicesummerschool@ces.uc.pt .

13. É necessário obter  um seguro de viagem?

Cada participante deve estar coberto por um seguro de acidentes pessoais, incluindo assistência médica em caso de emergência. Recomendamos que adquira também um seguro de viagem. Por favor, note que deve trazer as suas apólices consigo.

 

CONTACTO

alicesummerschool@ces.uc.pt 

+351 239855570 (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)

 

Contacto

 

Para qualquer questão, por favor, contacte-nos através deste email:

 

alicesummerschool@ces.uc.pt 

 

 

Telefone do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

+351 239 855570

 

 

 

 

 

Apresentação O que distingue esta Escola de Verão Objetivos Candidatos/as Candidatura, inscrição e propina Coordenadores/as das oficinas Coordenação do curso Datas importantes Local da Escola de Verão Centro de Estudos Sociais (CES) Escola de Verão Epistemologias do Sul I Escola de Verão Epistemologias do Sul II Galeria Perguntas frequentes Contacto