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Investigadores Responsáveis
Inês Nascimento Rodrigues, Miguel Cardina, Natália Bueno, Vasco Martins e Verónica Ferreira,
Resumo
O objetivo da presente proposta é levar os alunos a pensar a guerra colonial/guerras de libertação enquanto eventos históricos que produziram memórias cruzadas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, através da exploração de diversas inscrições memoriais, i.e., a dimensão pública, privadas e comunitárias da memória nos diferentes contextos nacionais. Explorar essas memórias permite-nos compreender as diversas maneiras de lembrar e esquecer a Guerra Colonial, tendo a dimensão comparativa o papel de pôr em evidência os silêncios associados à memória pública da violência colonial em Portugal. Da mesma forma, ajuda-nos a compreender o papel da memória das lutas/guerras de libertação na construção de uma narrativa nacional pós-colonial.
Recorremos ao visionamento de materiais audiovisuais, o objetivo da sessão é discutir a produção de memórias de guerra na antiga potência colonial, nos territórios onde esta se desenrolou e noutros onde, não tendo existindo luta armada, o idioma anticolonial adquiriu centralidade.
Ao incitar a reflexão e o debate sobre o papel da memória histórica no presente, o projeto pretende trazer a memória da guerra para o léxico da sala de aula através de uma perspetiva complementar àquela enquadrada pelo ensino da História.
-Atividade proposta no âmbito do projeto “CROME – Crossed Memories, Politics of Silence. The Colonial and Liberation Wars in Postcolonial Times”, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (European Research Council) (2017-2022).
 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12.º ano.
  2. Necessidade de projetor multimédia e colunas de som.
  3. Disponibilidade a partir de fevereiro de 2018.
Nota: antevê-se a possibilidade de dividir a sessão em duas, caso se considere mais adequado fazer uma apresentação que incida na perspetiva portuguesa, estabelecendo comparações com os outros casos sempre que necessário, e outra dê maior ênfase às perspetivas dos países africanos em questão, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe
Investigadores Responsáveis
Maria Paula Meneses e Marisa Gonçalves,
Resumo
Esta oficina propõe dar a conhecer aos jovens portugueses experiências de vida silenciadas, provenientes de espaços colonizados anteriormente por Portugal (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste). Estas histórias são reveladoras da violência exercida pelo sistema colonial Português e dos seus impactos de longa-duração e que estão ausentes em grande parte da narrativa sobre o colonialismo em Portugal. Serão apresentadas histórias na 1ª pessoa a partir de reportagens, obras de expressão artística (literatura, filmes, música) de uma geração mais velha que viveu o colonialismo, mas também das gerações jovens destes países e das suas vivências nos países independentes, que de alguma forma refletem os impactos do colonialismo mas que revelam novas dinâmicas locais e perspetivas sobre o futuro. Nas oficinas será dada oportunidade aos estudantes para conhecerem estas histórias e, em conjunto, refletirem a partir destes outros olhares sobre esta parte da história de Portugal que permanece pouco conhecida.
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano
  2. Disponibilidade a partir de dezembro.
Investigadores Responsáveis
Tiago Castela,
Resumo
Esta sessão explora a história do planeamento da divisão de cidades ao longo do século XX, concentrando-se na história de Lisboa, em Portugal, e também na história de várias cidades coloniais em Moçambique, como Lourenço Marques (actual Maputo), Beira, e Quelimane. A sessão irá começar por dar a conhecer aos alunos a história dos bairros “de barracas” ou “clandestinos” de Lisboa, onde nos anos 80 do século XX viviam cerca de um terço dos cidadãos da área metropolitana. Na sessão iremos discutir as condições que levaram uma parte dos lisboetas a criar este tipo de espaços, e em particular as intervenções do aparelho estatal, por vezes construindo infra-estruturas e equipamentos públicos, por vezes demolindo as casas e transferindo os cidadãos desses bairros para bairros de habitação social. Iremos também conversar sobre o modo como este tipo de bairros “de barracas” ou “clandestinos” existiram por toda a Europa ao longo do século XX, em cidades como Paris, Roma, Atenas ou Istanbul, não sendo de forma alguma um fenómeno especificamente português na Europa. Em seguida, iremos examinar processos análogos em cidades da então colónia de Moçambique. O objectivo principal da sessão é ajudar os alunos a compreender a história das cidades contemporâneas, e que nós herdamos cidades que foram desigualmente divididas por regimes que não eram democráticos. Para construir cidades que ajudem a cumprir a promessa de equidade da democracia política, é necessário conhecer e contestar esta história de divisão nas práticas de planeamento urbano do futuro.
Observação
NÍVEIS DE ENSINO: 10º ao 12º ano
OUTRAS OBSERVAÇÕES: Tenho preferência por sessões nos distritos de Coimbra, Aveiro, Porto, e Braga.
Investigadores Responsáveis
Kelma Matos e Teresa Cunha,
Resumo
A presente proposta  pretende trabalhar com jovens alunos a questão da Cultura de Paz e Educação para a Paz, com sessões dinamizadas por filmes, músicas, elaborações dos discentes de desenhos e cartas sobre a Paz no mundo, na escola e na família. A partir de uma construção coletiva, a pretensão é realizar um debate sobre a paz e os valores humanos que devemos construir no cotidiano, tendo em vista o respeito a diversidades sob todos os seus aspectos, o acolhimento das diferenças e a noção de humanidade, conhecimento e aplicação do que aprendemos nas nossas vidas. Para tanto também utilizaremos ainda um breve texto sobre Ubuntu, conceito e prática que afirma “Eu sou porque nós somos”. A partir do trabalho coletivo, a nossa proposta é que esses jovens possam ser disseminadores da Paz em todos os locus que frequentam, vindo a realizar trabalhos mais profundos sobre a temática nas suas escolas.
Observação
  1. Níveis de ensino: 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano.
  2. Necessidade de material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  3. Disponível de março a Junho de 2019 
Investigadores Responsáveis
Bruno Sena Martins,
Resumo
A presente proposta de comunicação tomará como ponto de partida a exibição de um filme documentário de 50 minutos realizado pelo dinamizador da sessão no âmbito do  projeto “Vidas Marcadas pela História: a Guerra Colonial Portuguesa e os Deficientes das Forças Armadas”; o filme é composto pelas experiências e testemunhos de ex-combatentes que adquiriram deficiência na Guerra Colonial Portuguesa.
A partir destes testemunhos pretende-se um olhar conflito de modo da abrir um debate sobre as duradouras marcas que deixou na sociedade portuguesa. Procuramos confrontar a contradição entre o “excesso de memória” destes ex-combatentes (na medida em que carregam as marcas biográficas, psicológicas e corpóreas da Guerra Colonial) o “excesso de memória” dos ex-combatentes (na medida em que carregam as marcas biográficas, psicológicas e corpóreas da Guerra Colonial) e o manifesto silêncio da sociedade portuguesa face a um tão significativo conflito.
A análise produzida procura cruzar um olhar atento sobre o legado da Guerra Colonial com a questão da inclusão social das pessoas com deficiência.
Observação
  1. Níveis de ensino: 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano.
  2. Necessidade de material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  3. Disponível só a partir de Janeiro de 2019
Investigadores Responsáveis
Susana Costa,
Resumo
Os documentos produzidos pela polícia dependem não só do uso da tecnologia, mas, igualmente, das práticas jurídicas e sociais adotadas pelos primeiros agentes que se deslocam à cena do crime.
Deste modo, os documentos produzidos pela polícia medeiam o entendimento entre a cena do crime e o tribunal.
A polícia dá visibilidade a uma narrativa conferindo legitimidade e credibilidade à sua atuação. Contudo, lidando com objetos impuros, a sua atividade é suscetível de práticas improvisadas. A decisão de dar a “ver” certos aspetos da narrativa deixando outros invisíveis pode ter repercussões na robustez da prova que chega (se chega) a tribunal.
Inserido na minha investigação de pós doutoramento “Trajetória dos vestígios na cena do crime” financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta sessão irá abordar as (in)visibilidades da investigação criminal, tornadas conhecidas na cena do crime pelos órgãos de Polícia Criminal. Através da análise de três casos criminais procura-se perceber de que forma a narrativa construída pela polícia, baseada no que é tornado visível e invisível, viaja da cena do crime até ao tribunal
Observação
Palavras-chave:
Cena de crime, vestígios, visibilidades, invisibilidades, práticas
Investigadores Responsáveis
Bruno Muniz, Danielle Pereira Araújo e Marcos Silva,
Resumo
A atividade acontecerá em duas etapas. Durante a primeira etapa, a música “Fado Tropical” composta por Chico Buarque e Ruy Guerra, que faz uma crítica irônica ao colonialismo, será ouvida e a letra lida pelos estudantes. Em grupos de cinco, os estudantes interpretam e discutem os significados da letra (15 minutos). Nós esperamos que através da discussão a proposta crítica da letra seja percebida. Após a discussão em grupos, a classe como um todo apresenta suas interpretações e discutem brevemente o significado da letra (20 minutos). Durante a discussão, os mediadores da sessão vão aproveitar os comentários dos estudantes para estabelecer conexões entre a letra e processos históricos, como o Golpe Militar de 1964, a Revolução dos Cravos e a colonização do território brasileiro.
Durante a segunda etapa, tendo em vista as interpretações críticas da música, os alunos irão compor uma letra em estilo funk/hip-hop visando retratar temas semelhantes aos detectados por eles próprios na letra da música “Fado Tropical” (30 minutos). A letra será apresentada aos colegas acompanhada de uma base de funk ou hip-hop (20 minutos). Após a apresentação, as letras serão debatidas (20 minutos).
Temos em mente dois objetivos com esta sessão. O primeiro objetivo é que os estudantes criem versos críticos que reflitam sobre estruturas sexistas, colonialistas e racistas que ainda condicionam as relações sociais no Brasil e em Portugal. O segundo objetivo é realçar de maneira crítica e pedagógica os efeitos do colonialismo nos dias de hoje.  
A sessão durará 1:45 minutos e poderá incluir entre 15-20 alunos.
Observação
  1. Proponentes: Equipa POLITICS
  2. Público de interesse: Estudantes que estejam entre o 9º e o 12º ano
  3. Número máximo de participantes: 20 jovens
  4. Disponibilidade:  a partir de março de 2019
Investigadores Responsáveis
Inês Costa e Maria José Canelo,
Resumo
No contexto de discussões correntes sobre a imigração e a propósito do muro que existe já na fronteira entre o México e os Estados Unidos, a sessão tem como objetivo levar o/as estudantes a uma reflexão crítica sobre as histórias comuns de países ligados por fronteiras e, neste caso específico, também a criação de uma categoria identitária específica ligada a essa história, os Mexicanos-Americanos. Associada a esta questão, serão também abordados temas como a raça, a descriminação social, as políticas de imigração dos EUA (e.g. deportações) e a criação de categorias como os 'ilegais'. Tanto a apresentação de informação como a sua contextualização e discussão permitirão alargar e complexificar os conhecimentos do/as aluno/as no domínio da disciplina de Inglês, uma vez que este tipo de temas não são abordados nos manuais.
Observação
  1. níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano.
  2. As sessões devem ter lugar em Janeiro e Fevereiro e no distrito de Coimbra.
Investigadores Responsáveis
Carolina Ferreira e Gonçalo Canto Moniz,
Resumo
Aprender com os Espaços pretende levar os alunos e as alunas das escolas a refletirem sobre as qualidades espaciais do complexo escolar que habitam diariamente. Para isso, propomos numa primeira fase, a representação em planta das suas vivências diárias tanto na escola como fora dela. Posteriormente, o grupo será convidado a apresentar criticamente a sua escola e refletirem em conjunto com os investigadores sobre as possibilidades educativas dos espaços.
As espacialidades educativas têm vindo a mudar e a exigir a sua compreensão no sentido de se trabalhar numa reforma eficaz da educação em Portugal. Além disso, esta área encontra-se há muito estagnada em modelos antigos que limitam a diversidade e a abrangência das experiências educativas das comunidades. Por este motivo, esta ação tem como objetivo levar à escola a investigação que temos vindo a realizar no projeto BREAK(ING)WALLS, Outros Lugares Educativos: Cartografia da vida e da Aprendizagem (que integra investigadores da Arquitetura, Ciências da Educação, Sociologia e Geografia) e nos Ateliers de projeto do Departamento de Arquitetura da FCTUC.
No final, esperamos que os alunos consigam reconhecer as potencialidades educativas dos espaços que habitam e que se sintam parte ativa no processo de renovação das escolas em Portugal.
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: A sessão destina-se a todos os alunos de qualquer faixa etária.
  2. As sessões são planeadas para grupos que, podendo ser menores, não deverão exceder os 25/30 alunos.
  3. Disponibilidade para a realização das sessões: Janeiro 2019 – Junho 2019.
 
Investigadores Responsáveis
Teresa Almeida Cravo,
Resumo
Esta sessão pretende debater com os/as estudantes o conflito armado sírio e o seu impacto nas relações internacionais. Na primeira parte analisaremos as
características da região do Médio Oriente e Norte de África, para efeitos de
contextualização; na segunda parte discutiremos de forma mais aprofundada a
guerra na Síria, em termos de causas, atores, dinâmicas e impacto.
Observação
  1. Níveis de Ensino: Preferencialmente 10º-12º
  2. Disponibilidade apenas no segundo semestre: fevereiro-maio 2019
  3. Contactos apenas a partir de janeiro de 2019 (quando a investigadora tem maior noção da disponibilidade em função do horário do segundo semestre na faculdade).
  4. Disponibilidade apenas para escolas do Concelho de Coimbra.
Investigadores Responsáveis
Lúcia Fernandes, Milena Barbosa e Rita Campos,
Resumo
A escola pública constitui um dos pilares fundamentais dos estados sociais, uma garantia de direitos básicos e pilar fundamental da constituição de sociedades justas e saudáveis. Desde a década de 1960 que se vem promovendo um modelo de Escolas Participativas, nas quais se procura transformar a escola e a sua comunidade a partir de contribuições transdisciplinares tanto na concepção, como na construção e implementação dos projectos. Este processo permite a inclusão dos diferentes membros da comunidade escolar no reconhecimento de necessidades e soluções, identificando os possíveis usos do espaço, a ligação com a cultura local e os projectos pedagógicos, tornando-os assim parte integrante da transformação.
Nesta proposta reunimos conhecimentos sobre biodiversidade, mobilização social e arquitectura para explorar o olhar de toda/os as/os envolvidas/os no projecto escolar e a sua relação com o espaço envolvente. Partiremos da perspectiva da escola como lugar de pertença para debater o papel individual e colectivo na construção de ambientes mais sustentáveis. Num primeiro momento, procuraremos ouvir alunos/as e professores/as quanto à sua ideia de escola. Num segundo momento, realizaremos uma oficina para testar e debater as diferentes ideias.
Observação
Níveis de ensino preferenciais: 1º ao 4º ano; 5º e 6º anos; 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano
 
Investigadores Responsáveis
Sílvia Portugal e Tiago Pires Marques,
Resumo
Esta iniciativa pretende estimular a formação de uma nova consciência sobre a dignidade e os direitos das pessoas com experiência de doença mental. As nossas ações de sensibilização partem das experiências pessoais de um pequeno grupo de militantes com contacto prolongado com as instituições psiquiátricas, bem como da reflexão de investigadores/as do CES trabalhando nesta área. Cada sessão contará com testemunhos de (con)vivência com a doença mental, através dos quais se procurará transmitir algumas ideias fortes: 
  • as doenças ou diagnósticos são etiquetas em permanente transformação e não captam a humanidade complexa e única de cada pessoa;
  • o estigma da doença mental baseia-se em representações, na maior parte das vezes falsas, e está profundamente enraizado na nossa linguagem comum sem que disso tenhamos consciência;
  • é um imperativo ético e uma mais-valia cultural saber reconhecer os contributos sociais e culturais de pessoas com diferenças psíquicas vincadas (que têm, por vezes, diagnósticos psiquiátricos);
  • o sofrimento e a doença mental são também produto das condições sociais; trata-se por isso de uma questão de cidadania envolvendo uma responsabilização coletiva
À apresentação seguir-se-á um tempo para perguntas e respostas. 
Observação
  1. Nível de ensino preferencial: 10º ao 12º ano
  2. Area: Preferencialmente no distrito de Lisboa
Outras observações:
Nas suas sessões, o grupo terá sempre o cuidado de aplicar três princípios básicos:
1 – Não causar alarme: a vastíssima maioria das experiências de sofrimento psíquico, que sabemos afetar hoje muitos jovens, são experiências relativamente comuns que, ainda que devam ser levadas muito a sério, não devem ser confundidas com o tema da sessão;
2 – Proteção dos militantes intervenientes: nas apresentações e nas perguntas-
respostas os oradores estabelecem os limites daquilo que pretendem transmitir, de modo a proteger a sua vida privada e a sua integridade psíquica;
3 – Enunciação da posição a partir da qual é feita a intervenção: não somos profissionais da saúde mental; trata-se estritamente de uma ação de sensibilização para os direitos de pessoas com experiência de doença mental e de combate ao estigma
 
Investigadores Responsáveis
Susana Martins,
Resumo
Durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, um grande número de homens e mulheres viu-se forçado a sair de Portugal para escapar à repressão. Na Europa, na América e em África formaram-se núcleos democratas com especificidades muito próprias, mercê das diferentes atitudes das sociedades de acolhimento, da amplitude desigual ou das discrepâncias do perfil social, profissional e político dos seus membros. Garantir a sobrevivência pessoal e familiar era o objetivo primordial comum a todos, mas não menos importante era para muitos o regresso à batalha política contra o regime.
Apesar das enormes dificuldades impostas pela dispersão geográfica e pelo inevitável distanciamento da realidade vivida no interior do país, no exílio desenharam-se planos de revolta, levaram-se a cabo ousadas iniciativas de grande impacto junto da comunidade internacional, debateram-se as estratégias de combate oposicionista e o realinhamento da sua agenda política, projetou-se, enfim, o futuro depois da queda da ditadura. 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º-12º ano
  2. Sessões disponíveis preferencialmente para a região de Lisboa.
 
Investigadores Responsáveis
Ana Teixeira de Melo e Leo Caves,
Resumo
“O ano é 2118. ComplexCidade é uma colónia no espaço, criada para cumprir com um sonho: construir um lugar alternativo, de aprendizagem contínua para a Humanidade florescer e prosperar. Desenhada como um Laboratório, oferecia um novo início para a Humanidade ensaiar  novas formas de estar e de gerir o seu mundo.  As lições aprendidas na ComplexCidade deveriam ser devolvidas para melhorar a vida na Terra. Os melhores do melhores pensadores e especialistas foram levados para ComplexCidade para guiar o seu desenvolvimento. Passaram agora 50 anos... Apesar dos seus melhores esforços a colónia enfrenta agora muitos dos problemas que a Terra enfrentava. Alguma coisa (ou muitas!) correu mal!
Tornou-se claro que apesar de toda a especialização, a geração anterior não exercitou um pensamento suficientemente complexo para abraçar a complexidade do mundo, nem na Terra, nem no espaço. ComplexCidade necessita, agora, de uma nova geração de Pensadores Complexos. A vossa missão, caso a aceitem, é iniciarem o vosso treino como recrutas na estação espacial da Academia do Pensamento Complexo e embarcarem na aventura de exercitarem e ampliarem as potencialidades do vosso pensamento, pelos caminhos da Complexidade, explorando o desconhecido, a favor  de um futuro mais positivo para a Humanidade” 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano
  2. Limite de participantes por sessão: 16-20
  3. As sessões decorrem num formato de oficina ativa, em que os participantes serão ativamente convidados a participar num cenário criado e jogo de papéis. O espaço deve dispôr das seguintes condições: disponibilidade de mesas (5) redondas ou quadradas para trabalho em grupos de 4 elementos; videoprojetor; quadro ou flipchart; alguma mobilidade para deslocação na sala
  4. Duração das sessões: 3 a 4 horas (mínimo de 3 horas, idealmente 4)
  5. Marcação de sessões a realizar a partir de Janeiro de 2019
Investigadores Responsáveis
Marina de Faria,
Resumo
Esta iniciativa pretende levar aos estudantes a perspectiva de que os textos culturais, tais como músicas, filmes e novelas, configuram importantes veículos dos valores e das perspectivas vigentes nos diversos ambientes sociais. O foco recairá na forma como as pessoas com deficiência (PcD) vêm sendo – ou deixando de ser – retratadas por tais textos. Este cenário mostra-se ainda mais grave uma vez que, devido à proposital invisibilidade social dos indivíduos com deficiências, os textos culturais acabam sendo o único contato que muitas pessoas têm com a realidade de tais pessoas. Pretende-se buscar despertar o olhar dos jovens para os estigmas da difidência e para o papel da mídia no processo de invisibilidade e exclusão social das pessoas com deficiência. Para isso serão discutidas as representações destas pessoas em filmes e principalmente em telenovelas. Acredita-se que é fundamental que as novas gerações entendam a importância dessas representações para que não reproduzam o modelo atual no futuro e sim utilizem a mídia em favor da inclusão social.
Observação
níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano  e 10º ao 12º ano 
Investigadores Responsáveis
Ana Filipa Queirós,
Resumo
A sessão tem como objetivos de aprendizagem conhecer as tendências atuais de utilização da genética no combate à criminalidade e compreender os desafios sociais, culturais, éticos e políticos desse fenómeno.
Com recurso a materiais diversos, os/as estudantes serão envolvidos na análise e discussão das seguintes situações práticas:
A. A tecnologia de DNA e sofisticadas bases de dados policiais são apresentadas como uma “máquina da verdade” em séries televisivas como o CSI. Que papel têm a genética na investigação criminal? Como é que os meios de comunicação social abordam casos criminais que envolveram a utilização de tecnologia genética? Como é que os estudiosos do crime consideram factores sociais e fatores genéticos na explicação do comportamento criminal?
B. A utilização da genética na investigação criminal suscita também desafios complexos à cidadania: que direitos humanos estão em causa? Como atingir o equilíbrio entre a proteção e segurança da sociedade e o potencial de discriminação genética?
C. Como é que na União Europeia  se organiza a partilha de informação genética entre países, com o propósito de combater a criminalidade? Que riscos e desafios daí advêm? Que cenários se desenham para o futuro?
Observação
- Materiais: projector multimedia.
- níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano.
- preferência por escolas em Coimbra
Investigadores Responsáveis
Susana Costa,
Resumo
A utilização das tecnologias e do saber cientifico no auxíio à justiça pode contribuir para uma maior robustez e credibilidade da prova forense. Este uso depende das práticas que estão a montante – o trabalho das polícias na cena do crime - como depende também das práticas e entendimentos dos restantes atores que compõem a cadeia de custódia da prova: o Ministério Público, os técnicos do laboratório e o juiz.
Inserido na minha investigação de pós doutoramento “Configurações da Tecnologia de DNA no Sistema de justiça português: análise de casos judiciais e perspetiva dos juízes”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta sessão irá analisar um processo de homicídio. Trata-se do do processo que ficou conhecido como o caso da Inspetora Saltão, acusada de matar a avó do marido. Partindo da cena do crime até ao tribunal esta sessão percorrerá toda a trajetória da prova, procurando perceber de que forma os vestígios recolhidos na cena do crime são avaliados por diferentes atores e de que forma as i(in)certezas são apropriadas nas narrativas construídas. A forma como cada ator interpreta as “mesmas” provas pode ter repercussões na sentença judicial. 
Observação
Palavras chave:
cena do crime, tribunal, provas, polícia, narrativas
Investigadores Responsáveis
Daniela Nascimento,
Resumo
Uma das mais importantes conquistas do século XX foi o reconhecimento da importância, valor e universalidade dos Direitos Humanos. Esta sessão pretende dar a conhecer aos estudantes a evolução do sistema de proteção dos Direitos Humanos, os seus instrumentos e principais instituições no plano universal e regional, com particular destaque para o sistema europeu de proteção dos direitos humanos. A reflexão em torno deste tema, seus níveis de garantia, respeito e proteção será igualmente feita por relação com o caso português e recorrendo a exemplos do quotidiano com os quais os estudantes se possam identificar. Esta será uma sessão interativa e incluirá a visualização de pequenos vídeos sobre o tema.
Observação
  1. públicos-alvo: 8º e 9º anos e 10º a 12º anos
  2. agendamentos só dispon´veis para depois de fevereiro de 2019, apenas às quartas-feiras à tarde e às sextas-feiras.
Ano/s da escolaridade dos alunos a que destina a sessão
Data e Hora para a sessão
Observações
[ concluir ]