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Investigadores Responsáveis
Pedro Réquio, Pierre Marie e Rui Bebiano,
Resumo
A presente proposta procura apresentar as transformações que o 25 de Abril e o processo de rápida transformação que se lhe seguiu possibilitaram no domínio da habitação. As atividades sugeridas têm como sequência, em primeiro lugar, a apresentação das precárias condições de habitação em Portugal antes do 25 de Abril, abordando com particular destaque os “bairros de lata” nas grandes cidades; em segundo, os movimentos sociais que cresceram neste setor durante o processo revolucionário (Comissões de Moradores); e em terceiro, uma das respostas do Estado com a criação do Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL).
As atividades terão por objetivo problematizar estes aspetos da história portuguesa contemporânea recente, mobilizando documentos históricos disponíveis no Centro de Documentação 25 de Abril. Ao colocar os/as alunos/as no papel de investigadores/as, procurar-se-á contribuir para o desenvolvimento do conhecimento histórico e do pensamento crítico de cada aluno/a, elemento indispensável  da formação do cidadão/ã. A partir do tema da habitação abordaremos assuntos diversos como as políticas do Estado Novo e do regime democrático nesta área, os movimentos sociais que com ela se relacionaram, a arquitetura, a canção de intervenção, a arte e o cinema militante.
Esta atividade articula-se com a atividade do projeto “25AprilPTLab – Laboratório Interativo da Transição Democrática Portuguesa”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2018-2021) e a decorrer.
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 7º-9º e 10º-12º.
  • Necessidade de material para projeção audiovisual (imagem e som).
     
Investigadores Responsáveis
Filipe Santos,
Resumo
A sessão “Crime nas notícias” tem como principal objetivo proporcionar aos alunos ferramentas críticas para melhor compreender o fenómeno da mediatização do crime em particular, esperando-se o desenvolvimento e capacitação dos jovens para o entendimento dos impactos dos média na sociedade em geral. Com a duração de aproximadamente 1h30m, no final desta sessão, os alunos serão capazes de:
  • Identificar os processos sociais de construção da criminalidade
  • Compreender as lógicas de produção mediática
  • Caracterizar as dinâmicas de um julgamento mediático
  • Reconhecer os elementos de noticiabilidade que sustentam a mediatização de um caso 
 
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais (7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano).
  • A sessão tem um cariz maioritariamente expositivo, contemplando espaço para a participação e envolvimento dos alunos.
  • disponibilidade para realizar sessões preferencialmente nos distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo e Coimbra
Investigadores Responsáveis
Allana Lacerda, Elsa Lechner, Gisele Almeida e Letícia Renault,
Resumo
O crescimento dos fluxos migratórios ao redor do globo tem suscitado uma série de reações políticas e sociais, que via de regra diagnosticam o fenómeno de uma forma extremamente severa, difundindo – com o suporte do sistema mediático – a ideia de que se vive uma “crise migratória”. Bauman denominou de “pânico moral”; este sentimento generalizado de ameaça para o bem-estar social e para o ideal da sociedade liberal. Parece que estamos a experimentar uma espécie de histeria coletiva, vivenciada em função da presença de migrantes, refugiados e refugiadas. Na visão ideológica populista, essa crise acontece em função de uma situação “alarmante” dada sua magnitude e possíveis consequências, pois estes estrangeiros/as são vistos como fontes de contaminação, como uma ameaça às sociedades. Esta relação com os/as estrangeiros/as é quase sempre constituída por visões estigmatizantes e estereotipadas sobre estes “outros”, porque são diferentes de “nós”. Os estigmas impedem que possamos aceitar e reconhecer o outro tal como é e inviabilizam a adoção de posturas de contestação às práticas xenófobas e discriminatórias. A nossa proposta é pensarmos sobre as diferenças culturais e étnicas, a partir de um livro infantil intitulado “Um porco vem morar aqui!”, de Claudia Fries. Entendemos que a referida história é um caminho fecundo para estimularmos as crianças de 6 e 7 anos a acolherem “diferenças”, promovendo olhares de empatia e de solidariedade e, desta forma, abrir brechas para perspetivas de solidariedade intercultural, de humanização e de reconhecimento. 
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 1º ano e 2º ano
  • disponibilidade a partir de janeiro de 2020.
Investigadores Responsáveis
Bernardo Fazendeiro, Daniela Nascimento, Licínia Simão, Maria Raquel Freire, Paula Duarte Lopes e Teresa Almeida Cravo,
Resumo
Esta sessão debate a atual crise nas relações entre a UE e a Rússia, incluindo a análise dos países que fazem parte da Parceria Oriental, incluindo a Ucrânia. De que modo o projeto de segurança europeu revela fragilidades e oportunidades será analisado, recorrendo a exemplos concretos. O lugar da UE e da Rússia na segurança europeia serão aqui analisados também em contexto, de modo a perceber-se como o desenvolvimento do projeto europeu desde o período da Guerra Fria, tem consequências na relação com a então União Soviética e, hoje, a Rússia.
Observação
  • níveis de ensino preferenciais 9º e secundário
Investigadores Responsáveis
Sueli de Lima Moreira,
Resumo
Busca-se nesta proposta contribuir para o desenvolvimento da cultura democrática nas escolas e, simultaneamente, aproximá-la dos desafios universitários de formar professores para um mundo menos desigual e mais solidário. Para isto pretende-se desenvolver oficinas com estudantes e professores voltadas para seus cotidianos, suas relações entre sujeitos e saberes escolares.
A educação, como nos ensinou Paulo Freire (2006), é um lugar de conflito, onde o diálogo precisa ser conquistado.  Neste sentido são muitos os desafios para a superação do modelo de educação como transmissão. Pretende-se, nesta proposta, contribuir para o trabalho conjunto entre estudantes e professores de escolas e universidades.
A proposta se fundamenta nos trabalhos desenvolvidos por Charlot (2000, 2009, 2013) e, colabora para que as comunidades escolares desenvolvam a cultura democrática e possam, coletivamente, rever seus desafios cotidianos. E, para nós na universidade, o trabalho em conjunto com as escolas, nos orientam a enfrentar os desafios e contradições presentes nas relações universidade/escola/formação de professores.
Observação
  • Níveis preferenciais: 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º
Investigadores Responsáveis
Bruno Sena Martins,
Resumo
A presente proposta de comunicação tomará como ponto de partida a exibição de um filme documentário de 50 minutos realizado pelo dinamizador da sessão no âmbito do projeto “Vidas Marcadas pela História: a Guerra Colonial Portuguesa e os Deficientes das Forças Armadas”; o filme é composto pelas experiências e testemunhos de ex-combatentes que adquiriram deficiência na Guerra Colonial Portuguesa.
Desmistificando uma certa ideia de Europa e dos descobrimentos, a partir destes testemunhos pretende-se um olhar crítico o colonialismo e para a violência colonial, tidos como elementos centrais na constituição do sistema mundo moderno e para a compreensão das hierarquias racistas que subsistem no presente. 
Observação
  • Níveis de ensino: Todos
  • Necessidade de material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  • Disponível só a partir de Janeiro de 2020
Investigadores Responsáveis
Susana Costa,
Resumo
A prova começa a ser construída na cena do crime, mas é em tribunal que é valorada pelo juiz. Deste modo, o tribunal pode ser considerado um “centro de acumulação” para onde convergem todas as provas e o trabalho de todos os atores envolvidos na cadeia de custódia da prova.
Nesta sessão pretende-se perceber de que modo a prova biológica é perspetivada pelos juízes no contexto do sistema de justiça criminal português e olhar para a trajetória do vestígio da cena do crime até ao tribunal. 
Com base em 14 entrevistas realizadas a juízes portugueses durante o ano de 2017 pretende-se analisar: o valor da prova biológica para o juiz; de que forma o juiz pondera a prova biológica no conjunto das outras provas recolhidas; de que forma a crença no potencial da prova de ADN é reproduzido no discurso do juiz e o impacto que gera na produção da justiça; qual a opinião dos juízes sobre a forma de atuar da polícia e do MP; quais as vias de comunicação com o laboratório e em que medida as novas tecnologias que hoje o sistema de justiça tem ao seu dispor contribuem para uma justiça mais eficaz. 
Observação
  • Níveis de ensino: 10º/12º ano
Investigadores Responsáveis
Catarina Almeida Marado,
Resumo
Ao longo da história, quer as grandes estruturas arquitetónicas, como os castelos, as igrejas, os mosteiros e os conventos, os palácios, os teatros, ou as fábricas, quer os mais pequenos edifícios de diferentes tipos, perderam, por razões várias, as suas funções originais. Muitos deles, foram posteriormente, em diferentes contextos históricos, reutilizados para diversos fins.
Nesta sessão, começa-se por fazer uma breve referência ao tema do reuso dos espaços construídos ao longo da história, para depois apresentar e discutir uma diversidade de casos de intervenções contemporâneas de reutilização de edifícios de diferentes tipologias, geografias e contextos: igrejas que se transformaram em teatros; teatros que se tornaram livrarias; museus que antes foram fábricas; cadeias que agora são bibliotecas; palácios, mosteiros ou hospitais onde atualmente funcionam hotéis; enfim, um vasto conjunto de reutilizações, mais óbvias ou mais surpreendentes, que, salvaguardando os valores culturais desses edifícios, possibilitaram o prolongar da sua vida útil.
“Novos usos para velhos edifícios” pretende assim, refletir sobre a necessidade de reciclar e reutilizar o ambiente construído, e simultaneamente sensibilizar os alunos para as questões relacionadas com a proteção e a valorização do património arquitetónico e urbano, assim como, com a gestão sustentada das nossas cidades.
Observação
  • níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano
  • Disponibilidade para a realização das sessões: fevereiro 2020 – junho 2020
Investigadores Responsáveis
Susana de Noronha,
Resumo
(Parte I) Analisando uma lista internacional de projetos artísticos online sobre o cancro da mama, entenderemos a arte como uma parte constitutiva da experiência, entranhada na forma como se vive, compreende e age sobre a doença. Do diagnóstico à remissão, fotografia, desenho, pintura e escultura dão forma e cor ao cancro, construindo controlo e sentido sobre o seu impacto destrutivo. A arte também se afirma enquanto conhecimento e prática interventiva, aplicável em ações de informação, reivindicação e ativismo. Saída à rua, ao espaço público, artes e artistas apresentam o cancro como uma realidade socialmente produzida, contra a noção da sua reprodução espontânea.
(Parte II) Abrindo a análise a outras materialidades e formas de cancro representadas numa segunda lista de projetos artísticos, entenderemos os objetos de cultura material como pedaços de doença, criando as sensações e emoções que fazem esta experiência. Seguiremos os sentidos e usos dados a estes objetos, da cadeira da sala de espera à última pulseira hospitalar, entre seringas, macas, camas, drenos, pensos, próteses, bombas infusoras, cabeleiras, roupa e muita outra bagagem. Objetos hospitalares, domésticos e pessoais, compõem esta lista de realidades que se encastram nas experiências do corpo com cancro, fazendo a doença que se sente e pensa.
Observação
  • Disponível apenas para a cidade de Braga, a partir de Outubro de 2019.
  • Nível de ensino preferencial: do 10º ao 12º.
  • Para esta sessão será necessária uma sala com material de imagem: projetor e data show.
  • As imagens e os projetos artísticos apresentados serão adaptados à faixa etária e nível de ensino dos alunos, respeitando a sua sensibilidade.
Investigadores Responsáveis
Teresa Almeida Cravo,
Resumo
Esta sessão pretende debater com os/as estudantes o conflito armado sírio e o seu impacto nas relações internacionais. Na primeira parte analisaremos as características da região do Médio Oriente e Norte de África, para efeitos de contextualização; na segunda parte discutiremos de forma mais aprofundada a guerra na Síria, em termos de causas, atores, dinâmicas e impacto.
Observação
  • Níveis de ensino: Preferencialmente 10º-12º
  • Datas: Disponibilidade: outubro-novembro 2019; fevereiro-maio 2020
  • Contactos para sessões em 2020 apenas a partir de janeiro (quando a investigadora já tem o seu horário para o segundo semestre na faculdade e pode, assim, calendarizar as idas às escolas).
  • Disponibilidade apenas para escolas do Concelho de Coimbra.
Investigadores Responsáveis
Daniela Nascimento,
Resumo
Uma das mais importantes conquistas do século XX foi o reconhecimento da importância, valor e universalidade dos Direitos Humanos. Esta sessão pretende dar a conhecer aos estudantes a evolução do sistema de proteção dos Direitos Humanos, os seus instrumentos e principais instituições no plano universal e regional, com particular destaque para o sistema europeu de proteção dos direitos humanos. A reflexão em torno deste tema, seus níveis de garantia, respeito e proteção será igualmente feita por relação com o caso português e recorrendo a exemplos do quotidiano com os quais os estudantes se possam identificar. Esta será uma sessão interativa e incluirá a visualização de pequenos vídeos sobre o tema.
Observação
  • públicos-alvo: 8º e 9º anos e 10º a 12º anos
Investigadores Responsáveis
Ana Cordeiro Santos, Catarina Príncipe e Raquel Ribeiro,
Resumo
Nas sociedades capitalistas contemporâneas as instituições financeiras (como bancos, seguradoras e fundos imobiliários) e as motivações de caráter financeiro (obtenção de lucros no curto prazo) ocupam um lugar cada vez mais central no funcionamento da economia e da sociedade. Em Portugal, à semelhança de outros países, a habitação tem desempenhado um papel central neste processo de financeirização da economia e da sociedade.
Esta sessão tem por objetivo despertar nos/as estudantes um olhar crítico sobre o papel da finança na provisão de habitação – em particular a sua transformação em mercadoria e ativo financeiro – procurando sensibilizar para os seus impactos socio-territoriais e psicossociais, nomeadamente o aumento das desigualdades sociais no acesso à habitação, nas condições habitacionais e na segurança habitacional. 
Partindo da visualização de um pequeno filme / portfólio fotográfico / excertos de entrevistas, pretende-se suscitar o debate e a reflexão crítica e promover um olhar atento ao cuidado ao “outro” e ao planeta, implicado na co-construção de uma sociedade justa, inclusiva e igualitária.
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano.Necessidade de
  • material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  • Preferência por sessões nos distritos de: Coimbra, Aveiro, Porto, e, Braga.
Atividade proposta no âmbito do projeto FINHABIT- Viver em Tempos Financeiros: Habitação e Produção de Espaço no Portugal Democrático, financiado pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do COMPETE 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) e por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, ref. PTDC/ATP-GEO/2362/2014 – POCI-01-0145-FEDER-016869.
Investigadores Responsáveis
Ana Cristina Santos, Ana Lúcia Santos, Joana Brilhante, Mafalda Esteves, Mara Pieri e Rita Alcaire,
Resumo
A diversidade corporal, de género e as diferentes expressões de afetividade constituem um pretexto a partir do qual se desenvolvem discursos de ódio e formas de bullying. No meio escolar como em sociedade, as crianças lidam com múltiplas diversidades que, sendo evidentes, continuam pouco explicadas. Muitas vezes as crianças e as/os pre-adolescentes reproduzem estereótipos e preconceitos que aprendem no mundo das pessoas adultas, sem perceber até que ponto palavras e pequenos gestos podem magoar e gerar exclusão. A nossa intervenção incide sobre a importância de reconhecer a diversidade e valorizar as capacidades que, enquanto pessoas, todas temos. Aprender a lidar com a diferença de forma positiva, tal como olhar para a diferença como elemento que gera valor na sociedade, são competências fundamentais que podem ser aprendidas através de jogos e atividades de grupo. Através de exemplos que vêm do mundo natural e social, criamos discursos que mostram como todos os ecossistemas que funcionam são inclusivos e abrangentes e como a exclusão é sempre gerada pelo medo e pela ignorância. A nossa intervenção visa também recuperar o imaginário dos super-heróis e das super-heroínas, muito conhecido pelas crianças, para trabalhar a ideia que cada um e cada uma de nós é responsável pelo cuidado da comunidade e cada um/a, individualmente, pode fazer a diferença no combate ao ódio e à discriminação. 
Observação
  • Sessões disponíveis apenas para o distrito de Coimbra
  • níveis de ensino preferenciais: 5º ao 6ºano; 7º ao 9º ano
  • As sessões são em português e recorrem a suportes visuais, métodos expositivos e interativos adequados a cada nível de ensino. A equipa responsável pelas sessões é composta por investigadoras no CES-UC, doutoradas ou a concluir o seu doutoramento, e que constituem a Comissão Organizadora da CES Monsters Summer School II -  "The Good, the Bad, and the Monster". Cada sessão será dinamizada por duas das investigadoras desta Comissão
     
Investigadores Responsáveis
Giovanni Allegretti,
Resumo
A nossa proposta – que tem o objetivo de levar à escola a investigação que temos vindo a realizar no projeto PLUS (Platform Labour in Urban Spaces) – quer discutir com os estudantes os efeitos que plataformas como Air bnb e Uber tiveram nas cidades.
Apresentaremos às novidades que as tecnologias informáticas, o uso dos aplicativos móveis e das redes sociais trouxeram na mobilidade das pessoas, nos modos e nos tempos do trabalho e do lazer, nas viagens e no turismo, modificando rapidamente a meneira de viver e de deslocar-se no espaço urbano.
Mas se por um lado a difusão das plataformas consegue servir os usuários com uma maior proximidade, por outro lado leva-nos a questionar-nos sobre aspectos problematicos: os algoritmos utilizados permanecem opacos e as preferencias dos usuários podem ser recolhidas em “big data”.
Com metodologias interactivas e com perguntas debatidas coletivamente, discutiremos dos diretos dos trabalhadores que conduzem os carros da Uber o que fazem entregas com Uber eat, e questionaremos se a  grande difusão do Air bnb permite ainda às pessoas de poder encontrar uma habitação a um preço acessível na cidade.
Além desta parte critica, queremos também falar das propostas para governar as mudanças que as plataformas trazem. Que cidade imaginamos para o futuro?
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12.º ano.
  • Preferência por sessões nos distritos de Lisboa, Coimbra e Porto.
Investigadores Responsáveis
Maria José Canelo,
Resumo
No contexto de discussões atuais sobre a crise migratória na fronteira entre o México e os Estados Unidos, com o fenómeno das caravanas de migrantes e vis-a-vis a política migratória do governo em funções nos EUA, a sessão tem como objetivo levar o/as estudantes a uma reflexão crítica sobre a categoria 'fronteira', a sua natureza e funções e as histórias comuns de países ligados por fronteiras. Associada a esta questão, serão também abordados temas como a raça, o nacionalismo, a descriminação social, o mito dos EUA como a nação de imigrantes por excelência, as políticas migratórias e a sua 'língua', nomeadamente as categorias que classificam os migrantes como 'ilegais' ou 'migrantes sem documentos'. Tanto a apresentação desta temática como a sua contextualização e discussão permitirão alargar e complexificar os conhecimentos do/as aluno/as acerca de questões relevantes da atualidade e uma vez que este tipo de temas não são abordados nos manuais. A sessão poderá adequar-se mais a turmas de Inglês, no âmbito da cultura norte-americana, mas não será de relevância exclusiva nesta área.
Observação
  • níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano.
  • disponível apenas para escolas no distrito de Coimbra
  • marcação nos meses de Março a Junho 2020.
     
Investigadores Responsáveis
Inês Nascimento Rodrigues, Miguel Cardina, Natália Bueno, Vasco Martins e Verónica Ferreira,
Resumo
O objetivo da presente proposta é levar os alunos a pensar a guerra colonial/guerras de libertação enquanto eventos históricos que produziram memórias cruzadas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, através da exploração de diversas inscrições memoriais, i.e., a dimensão pública, privadas e comunitárias da memória nos diferentes contextos nacionais. Explorar essas memórias permite-nos compreender as diversas maneiras de lembrar e esquecer a Guerra Colonial, tendo a dimensão comparativa o papel de pôr em evidência os silêncios associados à memória pública da violência colonial em Portugal. Da mesma forma, ajuda-nos a compreender o papel da memória das lutas/guerras de libertação na construção de uma narrativa nacional pós-colonial.
Recorremos ao visionamento de materiais audiovisuais, o objetivo da sessão é discutir a produção de memórias de guerra na antiga potência colonial, nos territórios onde esta se desenrolou e noutros onde, não tendo existindo luta armada, o idioma anticolonial adquiriu centralidade.
Ao incitar a reflexão e o debate sobre o papel da memória histórica no presente, o projeto pretende trazer a memória da guerra para o léxico da sala de aula através de uma perspetiva complementar àquela enquadrada pelo ensino da História.
-Atividade proposta no âmbito do projeto “CROME – Crossed Memories, Politics of Silence. The Colonial and Liberation Wars in Postcolonial Times”, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (European Research Council) (2017-2022).
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12.º ano.
  2. Necessidade de projetor multimédia e colunas de som.
  3. Disponibilidade a partir de fevereiro de 2018.
Nota: antevê-se a possibilidade de dividir a sessão em duas, caso se considere mais adequado fazer uma apresentação que incida na perspetiva portuguesa, estabelecendo comparações com os outros casos sempre que necessário, e outra dê maior ênfase às perspetivas dos países africanos em questão, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe
Investigadores Responsáveis
Assis Francisco de Castilhos,
Resumo
De acordo com Jornal o Público (ed. 19/09/2019), Portugal necessitará investir 85 mil milhões de euros com vista à neutralidade carbônica, como parte dos investimentos que manterá a economia portuguesa competitiva. Percebe-se neste discurso a legitimação da relação pedagógica entre a questão ambiental e o binômico economia/competitividade, confinando toda a relação com o saber à aquisição de um saber-objeto que encerra a ação humana nos processos de troca e permite a especialização das consciências, fio condutor na elevação dos interesses dos grupos de poder à lógica do consumo.
Propõe-se executar a prática pedagógica (oficina de 03 horas/aula) denominada “Matemática do Lixo”, onde os alunos são conduzido na elaboração reflexiva multidisciplinar do problema envolvendo o lixo pós-consumo   utilizando conhecimentos de matemática básica, geografia, ecologia, comportamento sociológico do consumidora e economia, tecnologia ambiental, ciência dos materiais, relações humanas, ludicamente adequados à fase de escolarização. Os objetivos do projeto são (a) deslocar a relação entre o problema “lixo” do sujeito como agente causador das externalidades negativas ambientais para o modelo do sistema de produção; (b) desenvolver/validar instrumento de coleta de dados junto aos alunos que investigue o impacto da ação pedagógica sobre o aluno enquanto sujeito ativo no contexto escolar e no contexto familiar.
Observação
  • Preferencialmente a partir do 10º ano.
Investigadores Responsáveis
Madalena Duarte e Sofia Jamal,
Resumo
O ano de 2019 tem sido particularmente marcante no que respeita aos homicídios nas relações de intimidade, contando já mais de 20 casos consumados até setembro. O aumento do número de mortes, face a anos anteriores, em especial logo nas primeiras semanas do ano, chamou à atenção de governantes, que organizaram um conjunto de iniciativas, tais como reuniões de emergência sobre o assunto, ou a criação de um dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica; assim como da sociedade civil, organizando-se marchas e vigílias; e dos media.
Trata-se de um crime que afeta desproporcionalmente as mulheres e que emerge de desequilíbrios de poder, entre homens e mulheres, nas relações amorosas e na sociedade de forma mais geral.
Esta sessão propõe-se a debater as dinâmicas abusivas que levam ao homicídio nas relações de intimidade, o seu carácter genderizado, e mitos e estereótipos na perceção pública destes casos, com especial enfoque no sistema judicial. Desta forma, pretende-se despertar a consciência dos/as alunos/as para as características e impacto deste fenómeno e promover a reflexão sobre as respostas que lhe são dadas, através da apresentação do Projeto IPHinLAW - Homicídios nas relações de intimidade: desafios ao direito.
Observação
  • Nível de ensino preferencial: 10º ao 12º ano.
Investigadores Responsáveis
Lina Coelho,
Resumo
Pretende-se caraterizar as desigualdades com base no género, com especial enfoque nas manifestações e fatores de discriminação que determinam menores oportunidades de vida e sobrecarga de trabalho para as mulheres comparativamente aos homens. Dar-se-á destaque aos papéis sociais de género cunhados no patriarcado que atribuem às mulheres o trabalho de cuidado e as tarefas de reprodução, em geral, em grande medida exercidas no espaço doméstico e sem remuneração e que, em contexto laboral, são desvalorizadas, correspondendo-lhe menores oportunidades de carreira, maior precariedade e condições remuneratórias inferiores às praticadas em ocupações de complexidade e esforço similar mas tradicionalmente atribuídas aos homens.
Pretende-se também evidenciar que os fatores de marginalização, segregação e exclusão não se exercem identicamente para todas as mulheres, antes se sobrepondo e entrecruzando para determinar desigualdades agravadas em função da raça, etnia, idade, nacionalidade, deficiência, espaço de pertença, orientação sexual, etc..
Esta problemática pode ser abordada por referência às realidades múltiplas que se verificam à escala global ou apenas com foco na realidade nacional ou europeia.
Observação
  • níveis de ensino preferenciais: (1º ao 4º ano / 5º ao 6ºano / 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano): 7º ao 9º ano ou 10º ao 12º ano
  • só disponível para as ações a partir de fevereiro.
  • Preferência para escolas localizadas num raio de até 80km de Coimbra.
     
Investigadores Responsáveis
Rita Campos,
Resumo
As alterações climáticas são um dos grandes problemas com que nos deparamos hoje em dia. Embora o planeta já tenha testemunhado outros períodos de grandes mudanças do clima, este é considerado particularmente grave pela rapidez com que ocorre e por estar em grande parte associado a actividades humanas. Esta influência das actividades humanas sobre o ambiente é considerada tão profunda que podemos mesmo estar a falar de uma nova época geológica, o Antropoceno. Os desafios para a sobrevivência das espécies são imensos. Há espécies mais vulneráveis às alterações climáticas? Conseguimos prever a sua sobrevivência?
Nesta sessão partimos de uma conversa sobre alterações climáticas e aquecimento global para pensar sobre o seu impacto nos ecossistemas e nos seres vivos. Usando um caso de estudo recente e um jogo desenvolvido sob o princípio da aprendizagem activa, cada criança poderá participar na discussão sobre como algumas características das espécies podem fazer com que sejam mais susceptíveis a extinguirem-se ou a conseguir adaptar-se. E porque “conhecimento é poder”, terminamos com uma partilha de resoluções para ajudar a travar este ciclo de aquecimento global e contribuir para a saúde do planeta, dos seus ecossistemas e de toda a Humanidade. 
 
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 1º ao 4º ano
Investigadores Responsáveis
Teresa Maneca Lima,
Resumo
As profundas mudanças observadas na organização e nos processos de trabalho não têm sido acompanhadas de melhorias nas condições de trabalho, tendo-se verificado inclusive um aumento do tipo de riscos e do número de trabalhadores a eles expostos.
No contexto europeu, diversos estudos têm demonstrado que a perceção das limitações dos trabalhadores em terminar uma tarefa dentro de determinado prazo, por exemplo, é passível de gerar um ambiente de stress, aumentando as probabilidades de erro e consequentemente de ocorrência de acidentes de trabalho.
Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais são uma constante e infeliz realidade que mata, incapacita e limita todos os anos milhares de trabalhadores. Na União Europeia, por exemplo, todos os anos morrem cerca de 5.500 pessoas vítimas de acidentes de trabalho. As suas causas estão associadas à precariedade das condições de trabalho, à sua organização, ou aos comportamentos inadequados dos trabalhadores.
O número de acidentes de trabalho, tanto a nível europeu como português, mais do que ilustrar o impacto da degradação das condições de trabalho na vida dos trabalhadores, apresenta-se como um indicador de injustiça social e de violação do direito à segurança e saúde no trabalho. Assim, a criação de condições de trabalho seguras e decentes transforma-se num dos maiores desafios atuais aos Estados, às empresas e às sociedades modernas. Os governos abraçam, hoje, a responsabilidade de conjugar a modernização das relações laborais e a conceção de trabalho decente, através da definição de políticas públicas que reflitam a legislação de proteção e promoção das condições de trabalho de uma forma coerente e eficiente. Por outro lado, não poderemos ignorar o facto das consequências da sinistralidade laboral extravasarem a esfera laboral, sendo igualmente primordial continuar a apostar em políticas de reparação dos danos que garantam mínimos de dignidade aos trabalhadores que sofreram um acidente de trabalho.
OBJETIVOS GERAIS:
  • Caracterizar as condições de trabalho e os riscos profissionais no contexto europeu e português
  • Apresentar a evolução estatística dos acidentes de trabalho em Portugal, enquanto a face mais visível do risco
  • Compreender a importância das políticas de prevenção dos riscos profissionais e da promoção da saúde e segurança no trabalho
  • Avaliar o modo como as normas legais (tanto preventivas como reparadoras) têm contribuído para a diminuição da sinistralidade laboral e a promoção da dignidade do trabalhador
Observação
  • Público-alvo: 10.º, 11.º e 12.º anos, em especial do ensino profissional
  • Disponibilidade  só a partir de janeiro de 2020.
     
Investigadores Responsáveis
Filipa Queirós,
Resumo
A sessão tem como objetivos de aprendizagem conhecer as tendências atuais de utilização da genética no combate à criminalidade e compreender os desafios sociais, culturais, éticos e políticos desse fenómeno.
Com recurso a materiais diversos, os/as estudantes serão envolvidos na análise e discussão das seguintes situações práticas: 1) A tecnologia de DNA e sofisticadas bases de dados policiais são apresentadas como uma “máquina da verdade” em séries televisivas como o CSI. Que papel têm a genética na investigação criminal? Como é que os meios de comunicação social abordam casos criminais que envolveram a utilização de tecnologia genética? Como é que os estudiosos do crime consideram fatores sociais e fatores genéticos na explicação do comportamento criminal? 2) A utilização da genética na investigação criminal suscita também desafios complexos à cidadania: que direitos humanos estão em causa? Como atingir o equilíbrio entre a proteção e segurança da sociedade e o potencial de discriminação genética? 3) Como é que na União Europeia  se organiza a partilha de informação genética entre países, com o propósito de combater a criminalidade? Que riscos e desafios daí advêm? Que cenários se desenham para o futuro?
Observação
  • Nível de ensino preferencial: 10º ao 12º
  • Materiais: projetor multimédia
  • Preferência por escolas na zona de Coimbra
     
Investigadores Responsáveis
Teresa Maneca Lima,
Resumo
O atual contexto económico e social em Portugal continua marcado pelas consequências da recente crise económica onde o desemprego e o trabalho precário adquiriam um estatuto cativo na sociedade portuguesa. A gravidade e as consequências deste momento não estão apenas relacionadas com o número de desempregados ou com a duração do desemprego, mas com a qualidade dos empregos e do número de empregos disponíveis.
Em 2013, Portugal registou a taxa de desemprego mais elevada dos últimos 30 anos, sendo o terceiro país da União Europeia com o maior número de trabalhadores desempregados. Apesar dos dados registados desde 2014 darem conta de uma diminuição do número de desempregados e os dados 2018 confirmarem a inversão da tendência crescente verificada desde 2008, continuamos a registar elevadas taxas de desemprego entre os jovens até aos 25 anos.
O desemprego jovem, problema social e económico preocupante, é reflexo de uma transição dos jovens da escola para o mundo do trabalho cada vez mais lenta e difícil, implicando diversos itinerários, descontinuidades e períodos de inatividade. Esta crise de emprego/desemprego jovem não é mais uma mera evolução transitória relacionada com os ciclos económicos, mas uma tendência estrutural que compromete o futuro dos jovens e os empurra para estratégias de integração laboral, muitas vezes, precárias e vulneráveis.
Neste cenário, importa dar a conhecer o contexto do emprego e desemprego em Portugal e discutir possíveis mudanças nas políticas económicas e de emprego, para que não se continuem a agravar situações de insegurança quanto ao presente e a comprometer o futuro dos jovens em Portugal.
OBJETIVOS GERAIS:
  • Caracterizar as principais transformações ocorridas no trabalho e emprego
  • Diagnosticar a situação do desemprego em Portugal
  • Compreender a situação do desemprego jovem
  • Avaliar o modo como os jovens, em situação de desemprego ou emprego precário, perspetivam o seu futuro profissional
  • Explorar possíveis respostas ou saídas
     
Observação
  • Público-alvo: 10.º, 11.º e 12.º anos
  • Observações: Disponibilidade  só a partir de Janeiro de 2020.
Investigadores Responsáveis
José Antonio Novaes da Silva, Marta Araújo e Solange Rocha,
Resumo
Apesar do recente aumento de interesse sobre a escravatura Atlântica, persistem muitos silêncios e encobrimentos sobre a sua história e o seu legado nas sociedades contemporâneas. O objetivo desta atividade será questionar estes esquecimentos e abordar a sua ligação com o racismo na contemporaneidade no Brasil e em Portugal. Esta atividade está organizada em dois momentos. Num primeiro momento, haverá uma sensibilização dos estudantes sobre o tema, a partir de uma intervenção dos investigadores. Num segundo momento, haverá uma roda de conversa sobre questões como: Que marcas deixou a escravatura nas sociedades europeias? Como se conta a história de resistência das populações escravizadas no Brasil? Qual é a relação da escravatura com o racismo nas sociedades democráticas contemporâneas?
Observação
  • níveis de ensino preferenciais (1º ao 4º ano / 5º ao 6ºano / 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano).
  • A sessão deverá durar dois tempos letivos e poderá incluir entre 20 e 50 alunos.
 
Investigadores Responsáveis
Pedro Sousa de Almeida e Silvia Rodríguez Maeso,
Resumo
   Partindo do lugar privilegiado que o futebol ocupa na cultura popular, a oficina propõe analisar o fenómeno do racismo no contexto do futebol, relacionando-o com a forma como a questão da discriminação racial tem sido pensada e discutida na sociedade portuguesa. Assim, um dos objetivos centrais desta atividade é mostrar em que medida o estudo do futebol em Portugal constitui, também, uma forma de compreender a história do país.
   Para um melhor entendimento dos discursos racistas no desporto, é fundamental promover leituras críticas do colonialismo europeu, já que foi, justamente, neste contexto de dominação que emergiram os discursos e representações sobre o “outro”, não-branco, que ainda hoje perduram nas sociedades ocidentais. No caso concreto do desporto, a criação da figura do “atleta negro”, que ocorreu no início do século XX, constitui um marco histórico determinante para compreender os significados dos discursos e das práticas racistas contemporâneas que se manifestam neste contexto. 
Neste sentido, ao demonstrar a relação íntima entre o colonialismo e o racismo contemporâneo, a oficina pretende também estimular, junto dos alunos, um espírito crítico relativamente aos legados do passado colonial europeu, em geral, e do português, em particular.
Observação
  • Nível de ensino preferencial: 10º ao 12º ano
  • Duração da sessão: 90 minutos (45 minutos expositivos, seguidos de 15 minutos de exibição de um vídeo e 30 minutos de debate)
  • Recursos audiovisuais: projetor multimédia e colunas de som
  • Disponibilidade: dezembro a junho
Investigadores Responsáveis
Ana Teixeira de Melo e Leo Caves,
Resumo
 “O ano é 2118. ComplexCidade é uma colónia no espaço, criada para cumprir com um sonho: construir um lugar alternativo, de aprendizagem contínua para a Humanidade florescer e prosperar. Desenhada como um Laboratório, oferecia um novo início para a Humanidade ensaiar  novas formas de estar e de gerir o seu mundo.  As lições aprendidas na ComplexCidade deveriam ser devolvidas para melhorar a vida na Terra. Os melhores do melhores pensadores e especialistas foram levados para ComplexCidade para guiar o seu desenvolvimento. Passaram agora 50 anos... Apesar dos seus melhores esforços a colónia enfrenta agora muitos dos problemas que a Terra enfrentava. Alguma coisa (ou muitas!) correu mal!
Tornou-se claro que apesar de toda a especialização, a geração anterior não exercitou um pensamento suficientemente complexo para abraçar a complexidade do mundo, nem na Terra, nem no espaço. ComplexCidade necessita, agora, de uma nova geração de Pensadores Complexos. A vossa missão, caso a aceitem, é iniciarem o vosso treino como recrutas na estação espacial da Academia do Pensamento Complexo e embarcarem na aventura de exercitarem e ampliarem as potencialidades do vosso pensamento, pelos caminhos da Complexidade, explorando o desconhecido, a favor  de um futuro mais positivo para a Humanidade”
Nesta oficina explorar-se-á o conceito de Pensamento Complexo aplicado à compreensão do funcionamento e da mudança de sistemas complexos e de problemas atuais. Serão introduzidas algumas competências básicas promotoras da complexidade do pensamento.
Observação
  • Observação 1: As sessões decorrem num formato de oficina ativa em que os participantes serão convidados a participar num cenário criado e a envolverem-se num jogo de papéis. O espaço deve dispôr das seguintes condições: disponibilidade de mesas (5) redondas ou quadradas para trabalho em grupos de 4 elementos; videoprojetor; quadro ou flipchart; alguma mobilidade para deslocação na sala
  • Observação 2: Duração de formato das sessões. A oficina tem a duração mínima de 3 horas (idealmente 4). Pode ser realizada numa sessão única ou desdobrada em duas sessões de 3 horas. Na opção de duas sessões há melhores condições para aprofundamento do tema permitindo-se que os participantes possam ensaiar e praticar as competências abordadas, aplicando-as a problemas do mundo real ou da sua realidade mais próxima. Havendo potencial interesse o professor deve indicá-lo aquando da inscrição para melhor discutir com a investigadora as condições para a implementação do formato de duas oficinas, clarificando quaisquer questões que possam surgir.
  • Observação 3: As oficinas podem ser realizadas a partir de 9 de Dezembro
  • Observação 4: Privilegiam-se localidades que permitam o acesso por via ferroviária ou metro (na área metropolitana do Porto), preferencialmente nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Guimarães, Braga, Aveiro e Coimbra. Situações excepcionais podem ser discutidas caso a caso com a investigadora responsável
     
Investigadores Responsáveis
Madalena Alarcão,
Resumo
A violência pode ocorrer em diversos contextos e em várias relações. Nesta sessão focar-nos-emos nos contextos família, escola, trabalho e nas relações de intimidade (namoro e díade conjugal), pais-filhos, irmãos, colegas (bullying), chefe-trabalhador.
Considera-se que existe violência quando, de forma intencional, alguém tem um comportamento que provoca dano (físico e/ou psicológico) em outra pessoa.
De uma forma ativa e participada, pretende-se que os participantes conheçam os vários tipos de violência e reflitam sobre as suas consequências, quer para a vítima quer para o agressor. O ciclo de violência tende a manter-se, mesmo quando a violência é denunciada e o agressor promete deixar de ser violento, pelo que se refletirá também sobre o porquê do comportamento violento e sobre algumas estratégias que ajudem a resolver o problema.
Observação
  • Níveis Preferenciais:  2º e 3º ciclos
  • Duração da sessão: 1h30.
  • limite máximo de participantes por sessão 30. Como a sessão decorre num formato de oficina ativa, o espaço deve permitir a realização de grupos de trabalho com máximo de 5 participantes cada (30:5= 6), com mesa de trabalho para cada grupo, ter quadro ou flipchart, videoprojector.
  • Só será possível iniciar estas ações a partir de dezembro 2019.
 
Investigadores Responsáveis
Joana Sousa Ribeiro,
Resumo
A história humana é uma história de mobilidades. Umas vezes procurando espaços desconhecidos, outras em busca de melhores condições de vida, e outras ainda em fuga dos espaços de pertença dominados pela guerra. Nos tempos mais recentes todas estas mobilidades aumentaram de intensidade, quer através dos movimentos migratórios voluntários, bem como das deslocações forçadas, sendo que, em muitas circunstâncias, se torna difícil distinguir que tipo de mobilidade está em causa. Quem deixa a sua terra em busca de melhores condições de vida (ou mesmo de sobrevivência básica), para além de migrante também é refugiado/a, porque foge da ausência de futuro e, em simultâneo, do perigo de morte. As mobilidades, consideradas ilegais, clandestinas ou irregulares, com origem no continente africano ou na Ásia e em direção à Europa, são disso exemplo.
O ano de 2015 foi particularmente dramático relativamente a estas mobilidades. Basta recordarmo-nos dos naufrágios que vitimaram milhares de pessoas ao largo da Líbia e no mar de Andamão; ou da deslocação de pessoas provindas de zonas em conflito, como a Síria ou outros locais. Todas estas situações parecem uma novidade na Europa dos nossos dias, mas o que é novo é a intensidade, a violência com que este fenómeno está a ocorrer e a sua permanência. A “crise dos refugiados” é, antes de tudo, uma crise da Europa, por não ter conseguido gerir a situação, vendo-se enredada em questões políticas, legais e morais. Mas esta realidade também é a “nossa realidade”, na medida em que os/as refugiados/as são pessoas e famílias concretas que estão a chegar a Portugal.
Objectivos Gerais:
  • Problematizar as mobilidades internacionais como fenómenos sociais;
  • Concetualizar os movimentos migratórios e as deslocações forçadas;
  • Analisar criticamente a expressão “crise dos refugiados”;
  • Conhecer as condições de origem dos/as refugiados/as;
  • Conhecer os fluxos de refugiados/as para a Europa;
  • Compreender as várias dimensões com que se reveste o debate em torno da receção dos/as refugiados/as, nomeadamente questões sociais, políticas e éticas.
  • Conhecer a situação dos/as refugiados/as na sociedade portuguesa.
  • Conhecer percursos biográficos de refugiados/as.
Observação
  • Destinatários: Alunos do ensino secundário.
  • Sessão disponível a partir do 2ºperíodo.
Investigadores Responsáveis
Vânia Nara Pereira Vasconcelos,
Resumo
A oficina pretende contribuir com a formação das/os estudantes discutindo as várias formas de violência de gênero presentes no espaço escolar, debatendo temas como cultura do estupro, masculinidades tóxicas, LGBTTQIfobia entre outros. Historicamente a escola cumpriu um papel de reproduzir as desigualdades que se encontravam presentes na sociedade. Concebida inicialmente para acolher alguns, ela foi, lentamente, sendo requisitada por aqueles/as aos/às quais havia sido negada. Desta forma os novos grupos foram provocando transformações, mas a instituição, através de seus instrumentos disciplinares, foi garantindo e produzindo as diferenças entre os sujeitos, constituindo-se um espaço no qual a normatização dos padrões de comportamento, relativos às diferenças se perpetuaram, ajudando a reproduzir as desigualdades não apenas de gênero e sexualidade, como também de classe e raça. No entanto, por ser um um espaço de produção de subjetividades, a escola também experimenta, na atualidade, outras possibilidades. A metodologia utilizada priorizará as experiências das/os estudantes, de forma a garantir que os temas sejam debatidos a partir das suas realidades. A ministrante coordena o Projeto de extensão Gênero, raça, sexualidade e educação: espaço para a diversidade em uma Universidade brasileira.
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano)
  • Disponível a partir de fevereiro/2020
     
Investigadores Responsáveis
Ana Raquel Matos, António Carvalho e Vera Ferreira,
Resumo
Partindo da controversa emergência do Antropoceno, uma época geológica proposta para ilustrar as articulações entre as ações humanas e o sistema climático terrestre, esta sessão procurará explorar as múltiplas dimensões – ambientais, sociais, políticas e económicas – das alterações climáticas. Pretende-se, assim, encorajar os/as estudantes a refletir acerca das origens e impactos deste fenómeno, incentivando-os/as a imaginar e a contribuir para a construção de um futuro mais sustentável do ponto de vista ambiental, social e económico.
Deste modo, inicialmente, os/as estudantes serão convidados/as a expressar, através de texto ou imagens, o que sabem, pensam e sentem relativamente às alterações climáticas. De seguida, realizar-se-á uma apresentação que incidirá sobre as principais causas e efeitos deste fenómeno, identificando-se algumas soluções (que incluem movimentos sociais, políticas públicas e inovações tecnológicas) e alternativas aos sistemas vigentes.
No final da sessão, promover-se-á uma reflexão conjunta em torno destas temáticas, em que os/as estudantes, reunidos em pequenos grupos, terão a oportunidade de partilhar as suas opiniões, perceções, dúvidas e preocupações acerca das alterações climáticas.
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano/10º ao 12º ano.
  • Disponibilidade a partir de novembro de 2019
  • preferencialmente às segundas-feiras, terças-feiras de manhã e quartas e sextas-feiras à tarde.
  • disponível apenas no distrito de Coimbra
  • Necessidade de projetor e colunas de som. 
Investigadores Responsáveis
Bernardo Fazendeiro, Daniela Nascimento, Licínia Simão, Maria Raquel Freire, Paula Duarte Lopes e Teresa Almeida Cravo,
Resumo
Esta sessão analisa a evolução do projeto de integração europeu desde a formação das Comunidades Europeias, que incluía na sua génese a ideia de paz na Europa, até aos desafios atuais em particular em matéria de segurança. Migrações e refugiados, terrorismo, questões ambientais, a guerra na Ucrânia, são temas que diretamente impactam no dia-a-dia da UE e que devem ser pensados de forma crítica nos desafios que constituem ao próprio projeto europeu.
Observação
  • níveis de ensino preferenciais: 9º e secundário são os níveis que melhor trabalham a temática proposta nos conteúdos programáticos.
Investigadores Responsáveis
Giacomo D'Alisa, Gustavo García López, Joana Sousa, Lúcia Fernandes, Marco Malagoli e Rita Campos,
Resumo
A crise ecológica traz graves consequências para a saúde dos seres vivos. Em particular quando falamos em Humanidade, o ambiente não se restringe somente ao ambiente físico e biológico. Ele é construído por relações sociais, culturais, económicas e políticas. E assim, aliado às mudanças climáticas, desastres e riscos associados às novas tecnologias e à atividade industrial, poluição, destruição de ecossistemas, habitats e biodiversidade, soma-se a perda de práticas e saberes ancestrais Há desigualdades envolvidas: os problemas não são gerados por quem mais os sofre. A partir de uma construção coletiva e transdisciplinar, estas oficinas pretendem suscitar a reflexão e o debate sobre temas como as políticas públicas, participação cidadã, dinâmicas de poder e suas influências nas respostas, no contexto local, dos países, das regiões. Para tal, as sessões serão dinamizadas de diferentes maneiras interativas, de acordo com o ano de escolaridade, a idade, o número de crianças e jovens participantes e os tempos letivos disponíveis. As seguintes ferramentas pedagógicas poderão ser disponibilizadas mediante indicação de preferência pela/o professor/a: 1) jogo Commonspoly; 2) mapeamento de mobilizações socio ecológicas em Portugal; 3) textos, vídeos e imagens sobre o tema dos incêndios florestais em Portugal
Observação
  • Níveis de ensino preferenciais: 4º ano /5º ao 6ºano/7º ao 9º ano /10º ao 12º ano (sessão com jogo Commonspoly disponível somente a partir do 6o ano).
  • disponibilidade a partir de janeiro de 2020.
Ano/s da escolaridade dos alunos a que destina a sessão
Data e Hora para a sessão
Observações
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