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Investigadores Responsáveis
Kelma Matos e Teresa Cunha,
Resumo
A presente proposta  pretende trabalhar com jovens alunos a questão da Cultura de Paz e Educação para a Paz, com sessões dinamizadas por filmes, músicas, elaborações dos discentes de desenhos e cartas sobre a Paz no mundo, na escola e na família. A partir de uma construção coletiva, a pretensão é realizar um debate sobre a paz e os valores humanos que devemos construir no cotidiano, tendo em vista o respeito a diversidades sob todos os seus aspectos, o acolhimento das diferenças e a noção de humanidade, conhecimento e aplicação do que aprendemos nas nossas vidas. Para tanto também utilizaremos ainda um breve texto sobre Ubuntu, conceito e prática que afirma “Eu sou porque nós somos”. A partir do trabalho coletivo, a nossa proposta é que esses jovens possam ser disseminadores da Paz em todos os locus que frequentam, vindo a realizar trabalhos mais profundos sobre a temática nas suas escolas.
Observação
  1. Níveis de ensino: 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano.
  2. Necessidade de material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  3. Disponível de março a Junho de 2019 
Investigadores Responsáveis
Susana de Noronha,
Resumo
(Parte I) Analisando uma lista internacional de projetos artísticos online sobre o cancro da mama, entenderemos a arte como uma parte constitutiva da experiência, entranhada na forma como se vive, compreende e age sobre a doença. Do diagnóstico à remissão, fotografia, desenho, pintura e escultura dão forma e cor ao cancro, construindo controlo e sentido sobre o seu impacto destrutivo. A arte também se afirma enquanto conhecimento e prática interventiva, aplicável em ações de informação, reivindicação e ativismo. Saída à rua, ao espaço público, artes e artistas apresentam o cancro como uma realidade socialmente produzida, contra a noção da sua reprodução espontânea.
(Parte II) Abrindo a análise a outras materialidades e formas de cancro representadas numa segunda lista de projetos artísticos, entenderemos os objetos de cultura material como pedaços de doença, criando as sensações e emoções que fazem esta experiência. Seguiremos os sentidos e usos dados a estes objetos, da cadeira da sala de espera à última pulseira hospitalar, entre seringas, macas, camas, drenos, pensos, próteses, bombas infusoras, cabeleiras, roupa e muita outra bagagem. Objetos hospitalares, domésticos e pessoais, compõem esta lista de realidades que se encastram nas experiências do corpo com cancro, fazendo a doença que se sente e pensa.
Observação
  1. Disponível a partir de Janeiro de 2019.
  2. Nível de ensino preferencial: do 10º ao 12º.
  3. Para esta sessão será necessária uma sala com material de imagem: projetor e data show.
  4. As imagens e os projetos artísticos apresentados serão adaptados à faixa etária e nível de ensino dos alunos, respeitando a sua sensibilidade.
Investigadores Responsáveis
Inês Nascimento Rodrigues, Miguel Cardina, Natália Bueno, Vasco Martins e Verónica Ferreira,
Resumo
O objetivo da presente proposta é levar os alunos a pensar a guerra colonial/guerras de libertação enquanto eventos históricos que produziram memórias cruzadas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, através da exploração de diversas inscrições memoriais, i.e., a dimensão pública, privadas e comunitárias da memória nos diferentes contextos nacionais. Explorar essas memórias permite-nos compreender as diversas maneiras de lembrar e esquecer a Guerra Colonial, tendo a dimensão comparativa o papel de pôr em evidência os silêncios associados à memória pública da violência colonial em Portugal. Da mesma forma, ajuda-nos a compreender o papel da memória das lutas/guerras de libertação na construção de uma narrativa nacional pós-colonial.
Recorremos ao visionamento de materiais audiovisuais, o objetivo da sessão é discutir a produção de memórias de guerra na antiga potência colonial, nos territórios onde esta se desenrolou e noutros onde, não tendo existindo luta armada, o idioma anticolonial adquiriu centralidade.
Ao incitar a reflexão e o debate sobre o papel da memória histórica no presente, o projeto pretende trazer a memória da guerra para o léxico da sala de aula através de uma perspetiva complementar àquela enquadrada pelo ensino da História.
-Atividade proposta no âmbito do projeto “CROME – Crossed Memories, Politics of Silence. The Colonial and Liberation Wars in Postcolonial Times”, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (European Research Council) (2017-2022).
 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12.º ano.
  2. Necessidade de projetor multimédia e colunas de som.
  3. Disponibilidade a partir de fevereiro de 2018.
Nota: antevê-se a possibilidade de dividir a sessão em duas, caso se considere mais adequado fazer uma apresentação que incida na perspetiva portuguesa, estabelecendo comparações com os outros casos sempre que necessário, e outra dê maior ênfase às perspetivas dos países africanos em questão, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe
Investigadores Responsáveis
Maria Paula Meneses e Marisa Gonçalves,
Resumo
Esta oficina propõe dar a conhecer aos jovens portugueses experiências de vida silenciadas, provenientes de espaços colonizados anteriormente por Portugal (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste). Estas histórias são reveladoras da violência exercida pelo sistema colonial Português e dos seus impactos de longa-duração e que estão ausentes em grande parte da narrativa sobre o colonialismo em Portugal. Serão apresentadas histórias na 1ª pessoa a partir de reportagens, obras de expressão artística (literatura, filmes, música) de uma geração mais velha que viveu o colonialismo, mas também das gerações jovens destes países e das suas vivências nos países independentes, que de alguma forma refletem os impactos do colonialismo mas que revelam novas dinâmicas locais e perspetivas sobre o futuro. Nas oficinas será dada oportunidade aos estudantes para conhecerem estas histórias e, em conjunto, refletirem a partir destes outros olhares sobre esta parte da história de Portugal que permanece pouco conhecida.
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano / e 10º ao 12º ano
  2. Disponibilidade a partir de dezembro.
Investigadores Responsáveis
Bruno Sena Martins,
Resumo
A presente proposta de comunicação tomará como ponto de partida a exibição de um filme documentário de 50 minutos realizado pelo dinamizador da sessão no âmbito do  projeto “Vidas Marcadas pela História: a Guerra Colonial Portuguesa e os Deficientes das Forças Armadas”; o filme é composto pelas experiências e testemunhos de ex-combatentes que adquiriram deficiência na Guerra Colonial Portuguesa.
A partir destes testemunhos pretende-se um olhar conflito de modo da abrir um debate sobre as duradouras marcas que deixou na sociedade portuguesa. Procuramos confrontar a contradição entre o “excesso de memória” destes ex-combatentes (na medida em que carregam as marcas biográficas, psicológicas e corpóreas da Guerra Colonial) o “excesso de memória” dos ex-combatentes (na medida em que carregam as marcas biográficas, psicológicas e corpóreas da Guerra Colonial) e o manifesto silêncio da sociedade portuguesa face a um tão significativo conflito.
A análise produzida procura cruzar um olhar atento sobre o legado da Guerra Colonial com a questão da inclusão social das pessoas com deficiência.
Observação
  1. Níveis de ensino: 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano.
  2. Necessidade de material para a projeção de filme (ligação a colunas de som e data show)
  3. Disponível só a partir de Janeiro de 2019
Investigadores Responsáveis
Teresa Almeida Cravo,
Resumo
Esta sessão pretende debater com os/as estudantes o conflito armado sírio e o seu impacto nas relações internacionais. Na primeira parte analisaremos as
características da região do Médio Oriente e Norte de África, para efeitos de
contextualização; na segunda parte discutiremos de forma mais aprofundada a
guerra na Síria, em termos de causas, atores, dinâmicas e impacto.
Observação
  1. Níveis de Ensino: Preferencialmente 10º-12º
  2. Disponibilidade apenas no segundo semestre: fevereiro-maio 2019
  3. Contactos apenas a partir de janeiro de 2019 (quando a investigadora tem maior noção da disponibilidade em função do horário do segundo semestre na faculdade).
  4. Disponibilidade apenas para escolas do Concelho de Coimbra.
Investigadores Responsáveis
Susana Costa,
Resumo
Os documentos produzidos pela polícia dependem não só do uso da tecnologia, mas, igualmente, das práticas jurídicas e sociais adotadas pelos primeiros agentes que se deslocam à cena do crime.
Deste modo, os documentos produzidos pela polícia medeiam o entendimento entre a cena do crime e o tribunal.
A polícia dá visibilidade a uma narrativa conferindo legitimidade e credibilidade à sua atuação. Contudo, lidando com objetos impuros, a sua atividade é suscetível de práticas improvisadas. A decisão de dar a “ver” certos aspetos da narrativa deixando outros invisíveis pode ter repercussões na robustez da prova que chega (se chega) a tribunal.
Inserido na minha investigação de pós doutoramento “Trajetória dos vestígios na cena do crime” financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta sessão irá abordar as (in)visibilidades da investigação criminal, tornadas conhecidas na cena do crime pelos órgãos de Polícia Criminal. Através da análise de três casos criminais procura-se perceber de que forma a narrativa construída pela polícia, baseada no que é tornado visível e invisível, viaja da cena do crime até ao tribunal
Observação
Palavras-chave:
Cena de crime, vestígios, visibilidades, invisibilidades, práticas
Investigadores Responsáveis
Susana Martins,
Resumo
Durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, um grande número de homens e mulheres viu-se forçado a sair de Portugal para escapar à repressão. Na Europa, na América e em África formaram-se núcleos democratas com especificidades muito próprias, mercê das diferentes atitudes das sociedades de acolhimento, da amplitude desigual ou das discrepâncias do perfil social, profissional e político dos seus membros. Garantir a sobrevivência pessoal e familiar era o objetivo primordial comum a todos, mas não menos importante era para muitos o regresso à batalha política contra o regime.
Apesar das enormes dificuldades impostas pela dispersão geográfica e pelo inevitável distanciamento da realidade vivida no interior do país, no exílio desenharam-se planos de revolta, levaram-se a cabo ousadas iniciativas de grande impacto junto da comunidade internacional, debateram-se as estratégias de combate oposicionista e o realinhamento da sua agenda política, projetou-se, enfim, o futuro depois da queda da ditadura. 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º-12º ano
  2. Sessões disponíveis preferencialmente para a região de Lisboa.
 
Investigadores Responsáveis
Bruno Muniz, Danielle Pereira Araújo e Marcos Silva,
Resumo
A atividade acontecerá em duas etapas. Durante a primeira etapa, a música “Fado Tropical” composta por Chico Buarque e Ruy Guerra, que faz uma crítica irônica ao colonialismo, será ouvida e a letra lida pelos estudantes. Em grupos de cinco, os estudantes interpretam e discutem os significados da letra (15 minutos). Nós esperamos que através da discussão a proposta crítica da letra seja percebida. Após a discussão em grupos, a classe como um todo apresenta suas interpretações e discutem brevemente o significado da letra (20 minutos). Durante a discussão, os mediadores da sessão vão aproveitar os comentários dos estudantes para estabelecer conexões entre a letra e processos históricos, como o Golpe Militar de 1964, a Revolução dos Cravos e a colonização do território brasileiro.
Durante a segunda etapa, tendo em vista as interpretações críticas da música, os alunos irão compor uma letra em estilo funk/hip-hop visando retratar temas semelhantes aos detectados por eles próprios na letra da música “Fado Tropical” (30 minutos). A letra será apresentada aos colegas acompanhada de uma base de funk ou hip-hop (20 minutos). Após a apresentação, as letras serão debatidas (20 minutos).
Temos em mente dois objetivos com esta sessão. O primeiro objetivo é que os estudantes criem versos críticos que reflitam sobre estruturas sexistas, colonialistas e racistas que ainda condicionam as relações sociais no Brasil e em Portugal. O segundo objetivo é realçar de maneira crítica e pedagógica os efeitos do colonialismo nos dias de hoje.  
A sessão durará 1:45 minutos e poderá incluir entre 15-20 alunos.
Observação
  1. Proponentes: Equipa POLITICS
  2. Público de interesse: Estudantes que estejam entre o 9º e o 12º ano
  3. Número máximo de participantes: 20 jovens
  4. Disponibilidade:  a partir de março de 2019
Investigadores Responsáveis
Marina de Faria,
Resumo
Esta iniciativa pretende levar aos estudantes a perspectiva de que os textos culturais, tais como músicas, filmes e novelas, configuram importantes veículos dos valores e das perspectivas vigentes nos diversos ambientes sociais. O foco recairá na forma como as pessoas com deficiência (PcD) vêm sendo – ou deixando de ser – retratadas por tais textos. Este cenário mostra-se ainda mais grave uma vez que, devido à proposital invisibilidade social dos indivíduos com deficiências, os textos culturais acabam sendo o único contato que muitas pessoas têm com a realidade de tais pessoas. Pretende-se buscar despertar o olhar dos jovens para os estigmas da difidência e para o papel da mídia no processo de invisibilidade e exclusão social das pessoas com deficiência. Para isso serão discutidas as representações destas pessoas em filmes e principalmente em telenovelas. Acredita-se que é fundamental que as novas gerações entendam a importância dessas representações para que não reproduzam o modelo atual no futuro e sim utilizem a mídia em favor da inclusão social.
Observação
níveis de ensino preferenciais: 7º ao 9º ano  e 10º ao 12º ano 
Investigadores Responsáveis
Inês Costa e Maria José Canelo,
Resumo
No contexto de discussões correntes sobre a imigração e a propósito do muro que existe já na fronteira entre o México e os Estados Unidos, a sessão tem como objetivo levar o/as estudantes a uma reflexão crítica sobre as histórias comuns de países ligados por fronteiras e, neste caso específico, também a criação de uma categoria identitária específica ligada a essa história, os Mexicanos-Americanos. Associada a esta questão, serão também abordados temas como a raça, a descriminação social, as políticas de imigração dos EUA (e.g. deportações) e a criação de categorias como os 'ilegais'. Tanto a apresentação de informação como a sua contextualização e discussão permitirão alargar e complexificar os conhecimentos do/as aluno/as no domínio da disciplina de Inglês, uma vez que este tipo de temas não são abordados nos manuais.
Observação
  1. níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano.
  2. As sessões devem ter lugar em Janeiro e Fevereiro e no distrito de Coimbra.
Investigadores Responsáveis
Carolina Ferreira e Gonçalo Canto Moniz,
Resumo
Aprender com os Espaços pretende levar os alunos e as alunas das escolas a refletirem sobre as qualidades espaciais do complexo escolar que habitam diariamente. Para isso, propomos numa primeira fase, a representação em planta das suas vivências diárias tanto na escola como fora dela. Posteriormente, o grupo será convidado a apresentar criticamente a sua escola e refletirem em conjunto com os investigadores sobre as possibilidades educativas dos espaços.
As espacialidades educativas têm vindo a mudar e a exigir a sua compreensão no sentido de se trabalhar numa reforma eficaz da educação em Portugal. Além disso, esta área encontra-se há muito estagnada em modelos antigos que limitam a diversidade e a abrangência das experiências educativas das comunidades. Por este motivo, esta ação tem como objetivo levar à escola a investigação que temos vindo a realizar no projeto BREAK(ING)WALLS, Outros Lugares Educativos: Cartografia da vida e da Aprendizagem (que integra investigadores da Arquitetura, Ciências da Educação, Sociologia e Geografia) e nos Ateliers de projeto do Departamento de Arquitetura da FCTUC.
No final, esperamos que os alunos consigam reconhecer as potencialidades educativas dos espaços que habitam e que se sintam parte ativa no processo de renovação das escolas em Portugal.
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: A sessão destina-se a todos os alunos de qualquer faixa etária.
  2. As sessões são planeadas para grupos que, podendo ser menores, não deverão exceder os 25/30 alunos.
  3. Disponibilidade para a realização das sessões: Janeiro 2019 – Junho 2019.
 
Investigadores Responsáveis
Ana Teixeira de Melo e Leo Caves,
Resumo
“O ano é 2118. ComplexCidade é uma colónia no espaço, criada para cumprir com um sonho: construir um lugar alternativo, de aprendizagem contínua para a Humanidade florescer e prosperar. Desenhada como um Laboratório, oferecia um novo início para a Humanidade ensaiar  novas formas de estar e de gerir o seu mundo.  As lições aprendidas na ComplexCidade deveriam ser devolvidas para melhorar a vida na Terra. Os melhores do melhores pensadores e especialistas foram levados para ComplexCidade para guiar o seu desenvolvimento. Passaram agora 50 anos... Apesar dos seus melhores esforços a colónia enfrenta agora muitos dos problemas que a Terra enfrentava. Alguma coisa (ou muitas!) correu mal!
Tornou-se claro que apesar de toda a especialização, a geração anterior não exercitou um pensamento suficientemente complexo para abraçar a complexidade do mundo, nem na Terra, nem no espaço. ComplexCidade necessita, agora, de uma nova geração de Pensadores Complexos. A vossa missão, caso a aceitem, é iniciarem o vosso treino como recrutas na estação espacial da Academia do Pensamento Complexo e embarcarem na aventura de exercitarem e ampliarem as potencialidades do vosso pensamento, pelos caminhos da Complexidade, explorando o desconhecido, a favor  de um futuro mais positivo para a Humanidade” 
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano
  2. Limite de participantes por sessão: 16-20
  3. As sessões decorrem num formato de oficina ativa, em que os participantes serão ativamente convidados a participar num cenário criado e jogo de papéis. O espaço deve dispôr das seguintes condições: disponibilidade de mesas (5) redondas ou quadradas para trabalho em grupos de 4 elementos; videoprojetor; quadro ou flipchart; alguma mobilidade para deslocação na sala
  4. Duração das sessões: 3 a 4 horas (mínimo de 3 horas, idealmente 4)
  5. Marcação de sessões a realizar a partir de Janeiro de 2019
Investigadores Responsáveis
Lúcia Fernandes, Milena Barbosa e Rita Campos,
Resumo
A escola pública constitui um dos pilares fundamentais dos estados sociais, uma garantia de direitos básicos e pilar fundamental da constituição de sociedades justas e saudáveis. Desde a década de 1960 que se vem promovendo um modelo de Escolas Participativas, nas quais se procura transformar a escola e a sua comunidade a partir de contribuições transdisciplinares tanto na concepção, como na construção e implementação dos projectos. Este processo permite a inclusão dos diferentes membros da comunidade escolar no reconhecimento de necessidades e soluções, identificando os possíveis usos do espaço, a ligação com a cultura local e os projectos pedagógicos, tornando-os assim parte integrante da transformação.
Nesta proposta reunimos conhecimentos sobre biodiversidade, mobilização social e arquitectura para explorar o olhar de toda/os as/os envolvidas/os no projecto escolar e a sua relação com o espaço envolvente. Partiremos da perspectiva da escola como lugar de pertença para debater o papel individual e colectivo na construção de ambientes mais sustentáveis. Num primeiro momento, procuraremos ouvir alunos/as e professores/as quanto à sua ideia de escola. Num segundo momento, realizaremos uma oficina para testar e debater as diferentes ideias.
Observação
Níveis de ensino preferenciais: 1º ao 4º ano; 5º e 6º anos; 7º ao 9º ano e 10º ao 12º ano
 
Investigadores Responsáveis
Sílvia Portugal e Tiago Pires Marques,
Resumo
Esta iniciativa pretende estimular a formação de uma nova consciência sobre a dignidade e os direitos das pessoas com experiência de doença mental. As nossas ações de sensibilização partem das experiências pessoais de um pequeno grupo de militantes com contacto prolongado com as instituições psiquiátricas, bem como da reflexão de investigadores/as do CES trabalhando nesta área. Cada sessão contará com testemunhos de (con)vivência com a doença mental, através dos quais se procurará transmitir algumas ideias fortes: 
  • as doenças ou diagnósticos são etiquetas em permanente transformação e não captam a humanidade complexa e única de cada pessoa;
  • o estigma da doença mental baseia-se em representações, na maior parte das vezes falsas, e está profundamente enraizado na nossa linguagem comum sem que disso tenhamos consciência;
  • é um imperativo ético e uma mais-valia cultural saber reconhecer os contributos sociais e culturais de pessoas com diferenças psíquicas vincadas (que têm, por vezes, diagnósticos psiquiátricos);
  • o sofrimento e a doença mental são também produto das condições sociais; trata-se por isso de uma questão de cidadania envolvendo uma responsabilização coletiva
À apresentação seguir-se-á um tempo para perguntas e respostas. 
Observação
  1. Nível de ensino preferencial: 10º ao 12º ano
  2. Area: Preferencialmente no distrito de Lisboa
Outras observações:
Nas suas sessões, o grupo terá sempre o cuidado de aplicar três princípios básicos:
1 – Não causar alarme: a vastíssima maioria das experiências de sofrimento psíquico, que sabemos afetar hoje muitos jovens, são experiências relativamente comuns que, ainda que devam ser levadas muito a sério, não devem ser confundidas com o tema da sessão;
2 – Proteção dos militantes intervenientes: nas apresentações e nas perguntas-
respostas os oradores estabelecem os limites daquilo que pretendem transmitir, de modo a proteger a sua vida privada e a sua integridade psíquica;
3 – Enunciação da posição a partir da qual é feita a intervenção: não somos profissionais da saúde mental; trata-se estritamente de uma ação de sensibilização para os direitos de pessoas com experiência de doença mental e de combate ao estigma
 
Investigadores Responsáveis
Filipa Lã,
Resumo
A voz humana é um dos instrumentos de comunicação mais fascinantes que o homem possui ao seu dispor. Com ela podemos não só transmitir ideias, como expressamos emoções, confidenciamos a nossa sexualidade, demonstramos o nosso temperamento e criamos arte. O que não sabemos é que a voz também revela um mundo oculto de saberes que se interligam e que, graças ao desenvolvimento tecnológico dos passados 30 anos, deixaram de ser do domínio apenas do auditivo para ser também do domínio do visual. Na produção de uma voz estão envolvidos desde fenómenos físicos, matemáticos, psicológicos, biológicos, bioquímicos, aerodinâmicos, alguns dos quais visíveis em tempo-real com o recurso a um computador portátil, microfone, software de espectrografia e de electrolaringografia, projetor, tela de projeção (ou superfície de projeção).
Este material será trazido para o local onde a atividade se realizará, de forma a que os alunos terão oportunidade de experimentar a sua voz, não só ouvindo-a como também observando-a em diferentes representações espectrográficas e de electrolaringografia. Esta visualização será feita a par com a aprendizagem de conceitos importantes da física (ex. frequências de ressonância, ondas estacionárias, reflexão do som), da matemática (ex. propagação de ondas), da biologia (ex. diferenças entre sexos também reveladas na forma como a voz é produzida, anatomia e fisiologia da laringe e do sistema respiratório), e de estratégias de prevenção de problemas vocais (exercícios práticos de aquecimento e relaxamento vocais, conselhos sobre cuidados a ter com a voz).
Esta ação tem como objetivos: (i) aprender diferentes conceitos de áreas de saber que à partida estariam distantes e que convergem nos fenómenos acústicos, fisiológicos e aerodinâmicos de produção vocal; (ii) levar à escola resultados de investigação sobre diferenças vocais entre sexos e respetivos impactos na saúde vocal, condições de trabalho e formas de comunicação; e (iii) sensibilizar os alunos para a importância da saúde vocal para o bem-estar geral do individuo.
Observação
10º ao 12º ano
Investigadores Responsáveis
Ana Filipa Queirós,
Resumo
A sessão tem como objetivos de aprendizagem conhecer as tendências atuais de utilização da genética no combate à criminalidade e compreender os desafios sociais, culturais, éticos e políticos desse fenómeno.
Com recurso a materiais diversos, os/as estudantes serão envolvidos na análise e discussão das seguintes situações práticas:
A. A tecnologia de DNA e sofisticadas bases de dados policiais são apresentadas como uma “máquina da verdade” em séries televisivas como o CSI. Que papel têm a genética na investigação criminal? Como é que os meios de comunicação social abordam casos criminais que envolveram a utilização de tecnologia genética? Como é que os estudiosos do crime consideram factores sociais e fatores genéticos na explicação do comportamento criminal?
B. A utilização da genética na investigação criminal suscita também desafios complexos à cidadania: que direitos humanos estão em causa? Como atingir o equilíbrio entre a proteção e segurança da sociedade e o potencial de discriminação genética?
C. Como é que na União Europeia  se organiza a partilha de informação genética entre países, com o propósito de combater a criminalidade? Que riscos e desafios daí advêm? Que cenários se desenham para o futuro?
Observação
- Materiais: projector multimedia.
- níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano.
- preferência por escolas em Coimbra
Investigadores Responsáveis
Susana Costa,
Resumo
A utilização das tecnologias e do saber cientifico no auxíio à justiça pode contribuir para uma maior robustez e credibilidade da prova forense. Este uso depende das práticas que estão a montante – o trabalho das polícias na cena do crime - como depende também das práticas e entendimentos dos restantes atores que compõem a cadeia de custódia da prova: o Ministério Público, os técnicos do laboratório e o juiz.
Inserido na minha investigação de pós doutoramento “Configurações da Tecnologia de DNA no Sistema de justiça português: análise de casos judiciais e perspetiva dos juízes”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta sessão irá analisar um processo de homicídio. Trata-se do do processo que ficou conhecido como o caso da Inspetora Saltão, acusada de matar a avó do marido. Partindo da cena do crime até ao tribunal esta sessão percorrerá toda a trajetória da prova, procurando perceber de que forma os vestígios recolhidos na cena do crime são avaliados por diferentes atores e de que forma as i(in)certezas são apropriadas nas narrativas construídas. A forma como cada ator interpreta as “mesmas” provas pode ter repercussões na sentença judicial. 
Observação
Palavras chave:
cena do crime, tribunal, provas, polícia, narrativas
Investigadores Responsáveis
Marina Henriques,
Resumo
A proteção dos direitos fundamentais constitui um dos princípios básicos do direito da União Europeia. A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia estabelece os direitos fundamentais que a União e os Estados-Membros devem respeitar aquando da aplicação do direito da União. Com a adoção do Tratado de Lisboa, em finais de 2009, a Carta dos Direitos Fundamentais passou a ter um valor jurídico vinculativo, congregando seis tipos específicos de direitos: dignidade, liberdades, igualdade, solidariedade, cidadania e justiça.
A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia reveste-se de grande interesse não só para as instituições da UE, mas também para os cidadãos, graças ao seu papel no reforço do enquadramento dos direitos fundamentais no espaço europeu. Todavia, os direitos para serem efetivos carecem de ser conhecidos pelos cidadãos. Neste sentido, reconhecendo a importância de um espaço de reflexão em torno dos direitos fundamentais, esta sessão tem por objetivo sensibilizar os alunos para a importância dos direitos consagrados na Carta, mas sobretudo para os desafios que se colocam à sua efetiva implementação.  
Observação
  1. Níveis de ensino preferenciais: 10º ao 12º ano
  2. Até ao final de 2017, a disponibilidade para sessões será limitada, estando restrita a apenas uma sessão por mês.
 
Investigadores Responsáveis
Carlos Nolasco e Joana Sousa Ribeiro,
Resumo
A história humana é uma história de mobilidades. Umas vezes em descoberta de espaços desconhecidos, outras em busca de melhores condições de vida, e outras ainda em fuga dos espaços de pertença. Nos tempos mais recentes todas estas mobilidades aumentaram de intensidade, quer através dos movimentos migratórios voluntários, bem como das deslocações forçadas, sendo que em muitas circunstâncias se torna difícil distinguir que tipo de mobilidade está em causa. Muitas vezes quem deixa a sua terra em busca de melhores condições de vida, para além de migrante também é refugiado, porque foge da ausência de futuro e, em simultâneo, do perigo de morte. As mobilidades, consideradas ilegais, clandestinas ou irregulares, com origem no continente africano ou na Ásia e em direção à Europa, são disso exemplo.
O ano de 2015 foi particularmente dramático relativamente a estas mobilidades. Basta recordarmo-nos dos naufrágios que vitimaram – e continuam a vitimar - milhares de pessoas ao largo da Líbia e no mar de Andamão; ou da deslocação de pessoas provindas de zonas em conflito, como a Síria ou outros locais. Todas estas situações parecem uma novidade na Europa dos nossos dias, mas o que é novo é a intensidade, a violência com que este fenómeno está a ocorrer e a sua permanência. A “crise dos refugiados” é, antes de tudo, uma crise da Europa, por não ter conseguido gerir a situação, vendo-se enredada em questões políticas, legais e morais. Mas esta realidade também é a “nossa realidade”, na medida em que os refugiados são pessoas e famílias concretas que estão a chegar a Portugal.
Observação
Disponível: a partir de 2019
Disponibilidade: a partir de 2019
Objectivos Gerais:
  • Problematizar as mobilidades internacionais como fenómenos sociais;
  • Concetualizar os movimentos migratórios e as deslocações forçadas;
  • Analisar criticamente a expressão “crise dos refugiados”;
  • Conhecer as condições de origem dos refugiados;
  • Conhecer os fluxos de refugiados para a Europa;
  • Compreender as várias dimensões com que se reveste o debate em torno da recepção dos refugiados, nomeadamente questões sociais, políticas e éticas.
  • Conhecer a situação dos refugiados na sociedade portuguesa.
  • Conhecer percursos biográficos de refugiados.
Destinatários: Alunos de escolas públicas
Duração:  90 minutos (60 minutos expositivos + 30 minutos de debate)
Recursos:  Computador, vídeo-projector
 
Investigadores Responsáveis
Teresa Maneca Lima,
Resumo
O atual contexto económico e social é ainda marcado pelas consequências da crise económica de 2010-2014, que se iniciou como parte da crise financeira global de 2007-2008, onde o desemprego e o trabalho precário adquiriam um estatuto cativo na sociedade portuguesa. A gravidade e as consequências deste momento não estão apenas relacionadas com o número de desempregados ou com a duração do desemprego, mas com a qualidade dos empregos e do número de empregos disponíveis.
Em 2013, Portugal registou a taxa de desemprego mais elevada dos últimos trinta anos, sendo o terceiro país da União Europeia com o maio número de trabalhadores desempregados. Apesar dos dados registados desde 2014 darem conta de uma diminuição do número de desempregados e os dados de 2018 confirmarem a inversão da tendência crescente verificada desde 2008, continuamos a registar elevadas taxas de desemprego entre os jovens até aos 25 anos.
O desemprego jovem, problema social e económico preocupante, é reflexo de uma transição dos jovens da escola para o mundo do trabalho cada vez mais lenta e difícil, implicando diversos itinerários, descontinuidades e períodos de inatividade. Esta crise de emprego/desemprego jovem não é mais uma mera evolução transitória relacionada com os ciclos económicos, mas uma tendência estrutural que compromete o futuro dos jovens e os empurra para estratégias de emigração forçada.
Neste cenário, importa dar a conhecer o contexto do emprego e desemprego em Portugal e que mudanças nas políticas económicas e de emprego importa implementar para não se agravar a insegurança quanto ao presente e comprometer o futuro.
OBJETIVOS GERAIS:
- Caracterizar as principais transformações ocorridas no trabalho e emprego
- Diagnosticar a situação do desemprego em Portugal
- Compreender a situação do desemprego jovem
- Avaliar o modo como os jovens, em situação de desemprego ou emprego precário, perspetivam o seu futuro profissional
- Explorar possíveis respostas ou saídas
 
Observação
  1. Níveis de ensino: 10.º a 12.º anos
Investigadores Responsáveis
Daniela Nascimento,
Resumo
Uma das mais importantes conquistas do século XX foi o reconhecimento da importância, valor e universalidade dos Direitos Humanos. Esta sessão pretende dar a conhecer aos estudantes a evolução do sistema de proteção dos Direitos Humanos, os seus instrumentos e principais instituições no plano universal e regional, com particular destaque para o sistema europeu de proteção dos direitos humanos. A reflexão em torno deste tema, seus níveis de garantia, respeito e proteção será igualmente feita por relação com o caso português e recorrendo a exemplos do quotidiano com os quais os estudantes se possam identificar. Esta será uma sessão interativa e incluirá a visualização de pequenos vídeos sobre o tema.
Observação
  1. públicos-alvo: 8º e 9º anos e 10º a 12º anos
  2. agendamentos só dispon´veis para depois de fevereiro de 2019, apenas às quartas-feiras à tarde e às sextas-feiras.
Ano/s da escolaridade dos alunos a que destina a sessão
Data e Hora para a sessão
Observações
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