|
Programa de Doutoramento "Patrimónios de Influência Portuguesa" .: Ramos de "Arquitectura e Urbanismo" e "Estudos Culturais" :. |
|
|
1. Apresentação |
|
| Folheto | |
|
Coordenação Científica
Patrimónios de Influência Portuguesa é um programa de doutoramento que entende os patrimónios que nos definem sempre no plural e como construção, herança e pertença em sentido lato — formas e narrativas; sons que são ruído, fala e música; movimentos que são trabalho, dança e representação; cheiros; memórias; ambientes e atmosferas. Influência, abarca assim os diversos âmbitos e patamares da interculturalidade: formal e informal, administrativa ou espiritual, comercial ou migracional, colonial e pós-colonial. A dimensão cultural da influência portuguesa no mundo ultrapassou os limites geopolíticos que o Império teve. O seu espaço geográfico vai de Nagasaki ao Rio da Prata, de Newark a Timor e no tempo, da Reconquista Cristã à integração de Macau na China. Os portugueses foram portanto bem além do Império, o que produziu transculturalidades intensas e difusas, celebradas e ocultas, ostensivas e sensíveis. Transculturalidades que o pós-colonialismo vai fragmentadamente absorvendo, questionando e reformulando a partir de vários lugares. Assim pensando o programa de doutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa (DPIP) só poderia funcionar numa base interdisciplinar destacando-se no panorama internacional, onde a área do Património é afirmadamente disciplinar. A sua abordagem apresenta uma simbiose entre as ciências sociais e humanas conjugando a Arquitetura, os Estudos Culturais, os Estudos Literários, a História, a Antropologia e a Sociologia. Os seus estudantes ficarão doutorados em Arquitetura e Urbanismo ou Estudos Culturais, dependendo da abordagem que imprimirem á sua tese de doutoramento. A ampliação de pensamento proposta pela perspetiva do DPIP, bem como a sua perspetiva pós-colonial e de promoção do diálogo Norte-Sul, coloca este programa num patamar de excelência de reflexão, investigação e produção científica sem comparação na Europa. Este programa, baseado na mobilidade docente e discente, pretende criar equipas de pequena e grande dimensão e massa crítica capaz de fundar um think tank na área de Patrimónios de Influência Portuguesa, olhando para o “património” enquanto conceito cultural e político. Assim, o DPIP iniciou em 2013 o processo da sua internacionalização, associando-se em regime de co-tutela na Europa, às universidades do Algarve, Bolonha e Paris-Ouest, na América do Sul à Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro) e em África, à Universidade Eduardo Mondlane (Maputo). Estão ainda negociadas participações com o M-EIA de Cabo Verde e em desenvolvimento as negociações com a Universidade Agostinho Neto, em Angola. A terceira edição do curso, que se iniciará em 13 de Fevereiro de 2015, terá já o formato internacional. De momento os estudantes do DPIP desenvolvem trabalho de investigação no Angola, Brasil, Cabo Verde, Marrocos, Moçambique, Japão, Índia e Timor, e junto das comunidades falantes de português nos territórios tradicionalmente designados de emigração. |