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Sobre o POLICREDOS

 

 

POLICREDOS
Observatório da Religião no Espaço Público


O POLICREDOS pretende abordar as relações complexas entre política, religião e cultura à escala global, ainda que concentrando-se particularmente em contextos do Sul da Europa e na articulação dos mesmos com a fronteira externa com a África e o Islão, bem como com a América Latina. Pensamos que a chamada “(re)emergência da religião na Europa” e não só – encarada como algo relacionado com o aumento da diversidade religiosa e com o debate sobre a relação entre secularismo e modernidade – exige uma perspectivação história e comparada.

A nossa abordagem basear-se-á em três pilares:

1. numa discussão crítica do exclusivismo essencialista dos cânones religiosos (isto é, da dificuldade que as religiões parecem revelar em relação a uma ecologia das experiências religiosas, bem como em reconhecer a relevância das “estruturas seculares”) que impede o debate entre a religião e a política, bem como a configuração das sociedades como espaços de diversidade cultural/religiosa e de tolerância;

2. num debate pós-colonial que procura questionar a política da diversidade religiosa e da identidade religiosa das sociedades europeias, tomando em conta a historicidade do processo que transformou a Europa no Ocidente moderno;

3. num diálogo com o Sul global centrado na análise e visibilização de novas experiências religiosas e de outras articulações entre religião e política.


O POLICREDOS pretende, pois, desenvolver investigação contextualizada sobre os seguintes tópicos:

a) as relações de poder entre a igreja Católica, o Estado e a sociedade civil, tendo em consideração que os regimes ditatoriais recentes no contexto do Sul da Europa configuraram essas relações e, portanto, também os debates sobre a diversidade religiosa;

b) a relevância das análises actuais acerca da chamada “(re)emergência da religião na Europa”, com o objectivo de compreender tanto os processos de secularização e de des-secularização, como a construção da Europa como um espaço de tolerância;
c) a relevância da localização geocultural do Sul da Europa para o alargamento do debate académico, por viabilizar a ambivalência produzida pelo seu posicionamento como uma fronteira externa com a África, com o Islão e com a América Latina;

d) os problemas emergentes no interior do próprio Cristianismo, do ponto de vista de grupos alternativos, interiores ao paradigma dominante, e do ponto de vista de outras correntes religiosas;

e) a articulação, construída historicamente, entre a política da “raça” e da religião que informa actualmente a governação das “minorias” e a construção das suas lutas políticas e das suas subjectividades;

f) a emergência de novas experiências religiosas e de articulação entre religião e política à escala global, nomeadamente, no Sul global;

g) a construção da “alteridade” dentro dos próprios limites de uma abordagem religiosa que se afirma ecuménica.

O POLICREDOS articulará abordagens críticas e normativas a partir de diferentes disciplinas, procurando contribuir para uma “ecologia dos saberes” em torno da religião e da sua articulação com a política e com a cultura.

O POLICREDOS desenvolve a sua actividade em parceria com a Universidade Fernando Pessoa.

 

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