Imagem inspirada na ilustração de Demirel Selçuk, disponível em: http://bibliotecasemrede.blogspot.pt/2010/12/turbilhao-de-ideias.html

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Apresentação

PUBLICAR: Em que língua? Em que fase do trabalho? Em que revista ou livro? Publicar um artigo ou um capítulo?

Como dar voz às nossas preocupações? Que temas? Como garantir a qualidade do nosso trabalho; organizar os textos, encontrar as frases certas, estabelecer sinergias com outros autores, etc.?

SEM PERECER: Gerindo bem o nosso tempo de escrita, criando rotinas, arranjando espaço, bebendo água, inspirando-expirando… enfim… já sabemos!

Por todo o mundo, os académicos tentam entrar na corrida para dar visibilidade e reconhecimento à sua produção científica, de forma a construírem carreiras internacionais. Investigadores em início de carreira, ao receberem mensagens contraditórias, sentem-se perdidos/as e ficam confusos/as quando são pressionados/as a publicar muito, rápido e em edições de elevado prestígio académico.

Entretanto, as editoras estabelecem procedimentos para garantir a qualidade científica das publicações através da revisão por pares. Fatores de impacto são pensados como indicadores da importância das publicações em diferentes áreas da investigação científica. Ao mesmo tempo, práticas de pay-per-view e pay-to-publish podem restringir, ainda mais, o acesso às publicações. Importa referir, que a opção de publicar em revistas de acesso aberto introduz uma dimensão adicional de escolhas, enquanto oferece inúmeras publicações que se caracterizam pela disparidade em qualidade e em reputação.

Então, como podem os/as investigadores/as em início da carreira contribuir para o debate internacional da investigação científica e percorrer o seu caminho no universo das publicações científicas, em permanente mudança?

Os três módulos desta série destinam-se a partilhar boas práticas de acesso ao conhecimento científico e de uso dos sistemas da ciência de informação. Espera-se que, no âmbito das sessões práticas, os participantes aprendam técnicas de pesquisa e de gestão de informação, bem como de escrita académica, revisão e edição dos textos científicos, enquanto tomam conhecimento das práticas do mercado editorial. A série estimulará os investigadores em início da carreira a sentirem-se mais à vontade na produção de textos e na interação com editoras académicas internacionais e nacionais.

Sobreviva ao turbilhão!

Informações

Quem?
Comissão organizadora do Centro de Estudos Sociais: Maria José CarvalhoOlga Solovova, Francisco Freitas, Inês Lima, Patrícia SilvaJoaquim VeríssimoPaula Sequeiros e Rita Alcaire

Partilha de técnicas de pesquisa e de gestão de informação, escrita académica, conhecimento das práticas do mercado editorial, entre outros.

Quando?
2022/2023

Como?
Através de sessões a distância e presenciais

Para quem?

  • Participantes internos (i.e. com ligação ao CES) – doutorandos/as, investigadores/as juniores, investigadores/as permanentes e investigadores/as em pós-doutoramento
  • Funcionários/as CES
  • Participantes externos

Línguas:
Português e Inglês*

Convidados/as e Formadores/as:

  • Investigadores/as do CES, cujas publicações têm sido produzidas em diferentes línguas;
  • Bibliotecários/as e cientistas sociais e das humanidades;
  • Formadores/as que partilharão dicas e as suas técnicas preferidas;
  • Representantes das editoras nacionais e internacionais;
  • Participantes internacionais; Investigadores/as internacionais.


NOTA: A língua preferencial será o português contudo, poderá estar sujeita a alteração de acordo com a proveniência linguística dos/as convidados/as.

KICK-OFF
Pressão, produção e disseminação

18 de outubro de 2022 | 10h45/13h00 / 14h30/17h00 (GMT+1) | Online

Manhã (10h45-13h00)
Pedro Príncipe
(Chefe de Divisão – Gestão de Informação Científica, Repositórios e Ciência Aberta | Universidade do Minho - Unidade de Serviços de Documentação e Bibliotecas - USDB)
1. Entender a Gestão de dados de investigação no contexto da Ciência Aberta.
2. Elaborar Planos de Gestão de Dados como ferramenta essencial documentação, organização e abertura de dados.
3. Conhecer os serviços e ferramentas para depósito, partilha e publicação de dados. 

Tarde (14h30-17h00)
WILEY PUBLISHING
Sophia Brockley (Senior Journals Publishing Assistant. Social Sciences & Humanities. Madrid, Spain)
Sarah Ritchie (Journals Publishing Manager at Wiley, Greater Oxford Area)
1. What to do before starting the writing /editing processes;
2. How to organize a good article to be accepted by Wiley or any publishing house;
3. Strategies of submitting: how to select a journal or a book series for publication;
4. Peer-review process and comments, how to deal with Editors;
5. Copyright policies;
6. Making the most of your publication, how to maximise impact!
7. Open Access publishing in 2022 and beyond


Esta atividade realiza-se através da plataforma Zoom, com inscrição obrigatória, e está limitada ao número de vagas disponíveis. 

 

Mais Informações e Inscrição
1.º Módulo
7.ª Edição (2022/2023)

Como podem os/as investigadores/as em início da carreira contribuir para o debate internacional da investigação científica e percorrer o seu caminho no universo das publicações científicas, em permanente mudança?

Os três módulos desta série destinam-se a partilhar boas práticas de acesso ao conhecimento científico e de uso dos sistemas da ciência de informação. Espera-se que, no âmbito das sessões práticas, os participantes aprendam técnicas de pesquisa e de gestão de informação, bem como de escrita académica, revisão e edição dos textos científicos, enquanto tomam conhecimento das práticas do mercado editorial. A série estimulará os investigadores em início da carreira a sentirem-se mais à vontade na produção de textos e na interação com editoras académicas internacionais e nacionais.

Sobreviva ao turbilhão!


PROGRAMA

19 de outubro de 2022
10h00-12h30 Direitos de Autor e o Direito à Liberdade de Informação - Alexandre Dias Pereira, (Diretor da Imprensa da Universidade de Coimbra)
14h30-17h00 | Identificação do/a Investigador/a: Iniciação ao ORCID - Joaquim Veríssimo (Gestor de Informação Científica, CES)

8 de novembro de 2022
10h00 -13h00 | Visita guiada à Biblioteca Geral da UC
14h30- 16h30 | Visita guiada à Faculdade de Psicologia da UC

9 de novembro de 2022
10h00 -12h30| Visita guiada à de Direito da UC
14h30-16h00 | Visita guiada à de Letras da UC

15 de novembro de 2022
9h30-12h30/ 14h30-17h30: Recursos da BNS e catálogos do SIBUC; Bases de Dados; Repositórios e Diretórios - Maria José Carvalho

16 de novembro de 2022
9h30-12h30/ 14h30-17h30: Citar e Referenciar: Normas e estilos - Maria José Carvalho

22 de novembro de 2022
9h30-12h30/ 14h30-17h30: Publicações periódicas e Factores de Impacto - Maria José Carvalho

23 de novembro de 2022
9h30-12h30/ 14h30-17h00:  Zotero e Zotero Hands-On - Gestão de conteúdos bibliográficos - Francisco Freitas

29 de novembro de 2022
10h00-13h00: Gestão e terapia do stress em contexto académico: Marco Pereira (Subdiretor e Professor Associado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra/Investigador do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo Comportamental)


[Inscrições obrigatórias. Pagamento de 30€ pela totalidade das sessões. Informa-se que não haverá reembolso caso os inscritos não compareçam a alguma das formações. A visita às bibliotecas é livre]

Mais Informações e Inscrição
Oficina I
Quão complexo é o teu projeto? Da investigação da complexidade à complexidade da investigação

30 de novembro de 2022, 9h30 - 12h30 | 14h30-17h30

Facilitadora: Ana Teixeira de Melo, CES-UC

Destinatários: Investigadores e investigadores em fase de preparação de um projeto de investigação ou no início do mesmo, com viabilidade para realizar ajustamentos teóricos e metodológicos


Resumo | Em diferentes áreas e domínios do saber, os estudos da complexidade revelaram um universo e mundos emergentes e auto-organizados, não-lineares, multifacetados, com múltiplas escalas temporais e níveis, mundos simultaneamente diferenciados e integrados, multiperspectivados e sustentados num “limiar do caos” generativo e criativo. O paradigma dominante da ciência positivista e reducionista ignorou esta realidade (co-construída e relacional) e mostrou-se incapaz de abraçar a sua complexidade. Em muitas áreas, a crítica instalou-se e procuraram-se formas metodológicas mais congruentes, ainda que, em muitas ocasiões, “restritas” nas suas considerações epistemológicas. No campo das ciências sociais, muitas metodologias qualitativas afirmam-se como opções críticas para a construção de saberes mais complexos, embora nem sempre integrando ou dialogando com contributos teóricos importantes de outras áreas. Os estudos da complexidade reforçaram o apelo e as possibilidades de organização de novas formas de saber, mais congruentes com aquelas propriedades tão extraordinárias quanto desafiantes da capacidade de compreensão e ação humana. Perante a impossibilidade, estruturalmente determinada, de conhecermos completamente esta complexidade podemos, não obstante, desenvolver abordagens mais ricas e suficientemente complexas para gerir as aproximações necessárias e os custos das limitações das nossas investigações na redução dos fenómenos que pretendemos estudar.

Nesta oficina introduzirei os participantes a alguns princípios básicos organizadores de sistemas complexos naturais e sociais para depois os convidar a analisar e desafiar os limites e potencialidades dos seus seus projetos de investigação, na sua própria complexidade, e na coerência da sua organização com a complexidade do tema de investigação. Usando uma metodologia inovadora e experimental-’Relatoscópio’- guiarei os participantes numa reflexão, num primeiro momento individual, e, num segundo momento, partilhada e polifónica, sobre a organização dos seus projetos ensaiando movimentos de pensamento alternativos na direção de metodologias (as) mais complexas (possível). Neste processo, desafiarei o/a investigador/a a explorar contributos da sua própria complexidade, enquanto observador/a, para (a compreensão e transformação) (d)o mundo que se propõe investigar.

Os/as participantes serão, igualmente, convidados a explorar metodologias e métodos que possam amplificar e apoiar movimentos críticos para uma maior complexidade de pensamento e um processo criativo e generativo enquanto condição para a construção de uma ciência social verdadeiramente transformadora.


Inscrições obrigatórias, limitadas a 6 participantes.

Mais Informações e Inscrição
Dúvidas ou Sugestões

Partilhem as vossas dúvidas ou sugestões aqui: survive_stampede@ces.uc.pt
As ideias recolhidas nas caixas virtuais e físicas ajudar-nos-ão a orientar as sessões práticas mais de acordo com os vossos interesses.